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sábado, 11 de abril de 2015

E AGORA? ACUSADO DE ESFAQUEAR E QUEIMAR COMERCIÁRIO ESTÁ FORAGIDO; ELE SE APRESENTOU À POLÍCIA, CONFESSOU O CRIME, MAS COMO NÃO HAVIA MANDADO DE PRISÃO FOI LIBERADO

(Henrique: acusado)
A revolta da população de Cajazeiras é grande.
Um homem assassina um colega de trabalho no sábado (04/04) esfaqueando e ateando fogo no corpo.
A vítima é encontrada ainda agonizando e diz o nome do acusado.
Todo estado da Paraíba se comove e fica horrorizado com um vídeo que mostra a agonia da vítima.
Dois dias depois o suspeito se apresenta, confessa o crime bárbaro e vai para casa, mas não ficou detido, pois a polícia agiu conforme a lei.
Entre o dia do “hediondo” e apresentação espontânea do acusado não foi pedido nem prisão temporária, nem prisão preventiva, pois “o delegado só vai pedir prisão de alguém se tiver elementos. A prisão não pode ser pedida baseada em elementos frágeis. O vídeo da vítima dizendo o nome do suspeito não é elemento forte de prova”, disse o delegado Seccional de Cajazeiras, George Wellington.
Resultado: após uma semana, Henrique Macena Marques, o assassino confesso, está desaparecido.
Ele é considerado foragido.
Quando o Mandado de Prisão foi expedido, Henrique não foi localizado.
De acordo com o sargento Quirino, da Companhia de Polícia Militar de Cajazeiras, a partir da expedição de um mandado de prisão, depois, inclusive, de pressão da população, que chegou a promover manifestação para pedir justiça, a polícia tentou encontrar o suspeito, fazendo rondas e questionando fontes de informação.
“Continuaremos procurando, juntamente com a Polícia Civil. Assim que for encontrado, será preso”, disse o sargento.
Em entrevista ao portal diariodosertao o delegado Seccional da Polícia Civil de Cajazeiras, George Wellington explicou os motivos de não deixar preso o acusado de esfaquear e queimar Roberto dos Santos Pereira, 32 anos.
(Roberto: vítima)
De acordo com ele, o acusado, identificado por Henrique de Amâncio (Henrique Macena Marques) foi apresentado, coincidentemente após o plantão do delegado que estava acompanhando o caso,  Braz Morroni.
"Henrique de Amâncio" confessou o crime e afirmou que matou em legítima defesa.
Ele disse que a vítima o perseguia no trabalho todos os dias e que, não suportando, cometeu o crime.
Acrescentou também que queimou Roberto por acidente depois de esfaqueá-lo.
(Delegado George Wellington)
Segundo George Wellington, a polícia procedeu com a procura do acusado, mas não conseguiu dar o flagrante de que trata a lei e um delegado fez a oitiva do depoimento, onde o suspeito confessou o crime e alegou legítima defesa.
“Ele não poderia ser preso porque tinha expirado o flagrante e se apresentou espontaneamente. Agimos como manda a lei. O fato foi grave e causou comoção pública, mas agimos como conforme a lei”.
O delegado seccional assegurou que o caso não caberia à prisão preventiva do acusado no momento que se apresentou à polícia.
(renatodiniz.com com informações de diariodosertao) 
Fotos: diariodosertao 

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