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domingo, 30 de agosto de 2015

POLICIAL MILITAR É ASSASSINADO POR COLEGA DE TRABALHO ENQUANTO DIRIGIA VIATURA

(Cabo Adriano: morto pelo "colega")
Uma discussão banal sobre cotas raciais entre dois colegas de trabalho acabou na morte de um cabo do 11ºBPM de Pernambuco.
O cabo Adriano Batista dirigia a viatura quando foi atingido por seu companheiro de plantão, o soldado Flávio Oliveira, que estava no banco de trás do veículo.
O crime ocorreu por volta das 8h00 deste domingo (30/08), no Bairro de Apipucos, em Recife.
No momento do tiro, estava ainda na viatura a soldado Thaena de Lima Lemos.
Segundo informações da PM, os três haviam iniciado o plantão quando a discussão começou.
Por causa do comportamento exaltado do soldado durante o debate, o cabo Adriano Batista, que se posicionava contra as cotas raciais, havia se recusado a continuar o plantão com Oliveira e estava levando a viatura de volta ao batalhão para seguir sem o soldado.
Ao se aproximar do local, porém, o policial foi atingido por um tiro na cabeça, deixando o carro desgovernado.

A viatura chegou a atingir dois veículos que passavam pela via, um Fox e um Gol.
Os motoristas dos carros atingidos não ficaram feridos.
Já o policial foi ao levado ao Hospital da Restauração em estado grave, onde morreu por volta das 9h40.
O soldado Flávio Oliveira está detido no 11º Batalhão.
O crime será investigado pela própria corporação uma vez que ocorreu dentro de uma viatura e está sendo encarado como homicídio qualificado (Artigo 205 do Código Penal Militar - motivo fútil, sem opção de defesa e prevalecendo-se o agente da situação de serviço).
Caso seja condenado, Flávio Oliveira pode ter uma pena de 12 a 30 anos de prisão.
(Soldado Flávio Oliveira: acusado do crime)
O soldado está há seis anos na Polícia Militar mas já foi transferido duas vezes antes de, recentemente, chegar ao 11º Batalhão.
Já o cabo Adriano Batista trabalhava há dez anos na PM de Pernambuco.
A soldado Thaena de Lima, que presenciou o crime, entrou em estado de choque, mas não ficou ferida.
O comandante-geral da PM, coronel Pereira Neto, se pronunciou por meio de nota, no final da manhã.
Ele afirmou que “o comando repudia a forma assustadora e violenta em que ocorreu o episódio e já determinou, através do comando do 11° batalhão e do Centro de Assistência Social total apoio aos familiares do PM morto.”
Pereira Neto disse, ainda, que o crime não choca apenas a sociedade Pernambucana, mas também os cerca de 20.300 policiais militares do estado.
(Diário de Pernambuco)

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