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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

BOQUEIRÃO AGONIZA: AÇUDE TEM APENAS 13% DE ÁGUA; SINDICALISTA DESABAFA

(Equipamento instalado para "captar" a água do açude) 
Atualmente o volume de água o açude de Boqueirão é de apenas 13,03%, segundo a Agência Estadual de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).
Diante do quadro nada animador, Wilton Maia Velez que é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (que engloba funcionários da CAGEPA), fez o seguinte comentário, a pedido do renatodiniz.com:
“É um cena que revela a falta de gestão. 
E essa falta de gestão agravou o problema do açude Epitácio Pessoa. Problema hídrico sempre nós teremos. 
Nós vivemos no semiárido. 
Então é comum que a gente tenha problema hídrico. 
O que não dar para ter é um problema com essa dimensão. 

E no meu ponto de vista o governo do estado (a gente tem que deixar claro: ‘o governo do estado’) quer fazer vistas grossas ao alto risco que todos nós que consumimos água do açude Epitácio Pessoa, corremos. 
É inadmissível você ver cenas dessa natureza e dizer que isto é normal. Francamente: normal não é. 
Normal é que tenhamos um manancial com carga suficiente para a gente sobreviver. 
Agora: fazer extensão de rede de toda maneira como foi feita em Campina Grande; um consumo desordenado; a falta de fiscalização; vazamentos ‘a torta e a direita’ e a gestão da CAGEPA sem condições de dar a resposta rápida para corrigir estes problemas; a quantidade de ‘gatos’ na rede e estouro de adutora são problemas que, aliados a falta de chuva, com certeza nos traria esse cenário que estamos vendo hoje. 
(...Só resta esperar a chuva)

Pra gente que é sensível com o meio ambiente, é um cenário muito forte. Mataram o açude. Abandonaram e mataram. 
Ai vem o presidente da AESA e gerente da CAGEPA ‘tranquilizando’ a população. 
Não dar para tranquilizar a população. 
Temos é que alertar a população que nós vivemos um colapso, uma crise. 
Se nós não tivermos cuidado no consumo, vamos tirar água de onde? 
Não é só consumidor residencial que tem que ter atenção. 
É o industrial e a construção civil. 
Não adianta agente fazer vistas grossas. 
Vamos tirar água de onde? Qual é a saída? Esperar a transposição? 
Lhe digo com franqueza: se a água da transposição chegasse hoje (lá em Poções  em Monteiro) nós teríamos um problema, pois o açude de Poções em Monteiro é carreado de esgoto da cidade. 
Outra questão: os leitos dos rios Paraíba e Taperoá estão assoreados e cheios de barragens... E a maior obra de gestão hídrica que temos no estado da Paraíba é ‘pegando’ água de Acauã e levando para o litoral. 
Ora: nós éramos para estar fazendo obras de Monteiro para Boqueirão e não de Acauã para Araçagi. 
Eu quero abrir um ‘parêntese’ também: a prefeitura de Campina Grande tem que tomar uma atitude. 
Não dar para ficar achando que não é com ela. 
Nós somos munícipes. 
Nós vamos sofrer. 
A gente conversa com um, conversa com outro, mas não consegue chegar ao prefeito. 
Ai a gente conversa com ele e ele se mostra extremamente preocupado, preocupado, mas é preciso tomar uma atitude. 
Precisamos ir para as ruas e isso é um recado para as igrejas católicas, evangélicas, SABs, câmara de vereadores, associação comercial, Fiep, Universidades, movimentos sociais, imprensa, estudantes. 
Quem sabe o governo do estado e governo federal escutem os gritos. 
Do jeito que as coisas estão indo, vamos viver momentos difíceis aqui em Campina Grande. 
Eu vivo diariamente isso. 
Esta questão preocupa.
Este é um desabafo de um pai de família que nasceu, que mora aqui e que está preocupado, triste e comovido".   

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