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sábado, 14 de maio de 2016

CRIME DESVENDADO E ACUSADOS PRESOS: MORTE DE EVANGÉLICA FOI TRAMADA DENTRO DE PRESÍDIO


(Atualizada)
Equipes da Delegacia de Homicídios em Campina Grande com apoio de policiais da 12ª DSPC/Esperança, desvendaram um crime que chocou Campina Grande.
A vítima foi Jessikaline Barbosa da Silva, 24 anos.
Quatro adultos estão presos e dois adolescentes foram apreendidos.
A delegada Tatiana Matos presidiu as investigações que duraram dois meses.
A morte de Jessikaline foi encomendada de dentro de um dos presídios de Campina Grande.

Os acusados são Jean de Albuquerque Souza, Adriano Farias de Oliveira, Francisco Zerisvaldo Duarte, Alex Júnior dos Santos Brito e os dois adolescentes.
Jessikaline prestaria depoimentos a justiça contra um dos acusados e isso motivou o homicídio.
O crime ocorreu na noite do sábado, 05 de março/2016.
A jovem foi encontrada agonizando dentro do carro dela na Rua Manoel Martins, ao lado do colégio Ana Amélia, no Bairro Bodocongó III, com um tiro na nuca.
Ela foi levada para o Hospital de Trauma e morreu na tarde da segunda-feira, 07 de março.
Testemunhas informaram à polícia que um homem numa moto desferiu o tiro e em seguida tomou o rumo do Hospital de Trauma.
A bala, segundo a médica, ficou alojada.
O QUE VOCÊ VAI LER ABAIXO É FIELMENTE A DECLARAÇÃO DA DELEGADA TATIANA BARROS DURANTE ENTREVISTA A PATRULHA DA CIDADE/TV BORBOREMA

O PAPEL DE CADA UM
Jean: determinou e autorizou a morte de Jessikaline;
Adriano “cabeça”: agenciou e conseguiu as pessoas para cometer o crime;
Francisco Zerisvaldo “coroa”: levantou as informações (os passos da vítima) e participou efetivamente do crime;
Alex Júnior: foi quem efetuou os disparos.
Os adolescentes: roubaram uma moto para, única e exclusivamente, servir ao executor do crime.
O coroa (motorista de transporte clandestino) escolheu roubar a moto de um amigo para servir ao crime.
Ele fez isso por duas vezes, pois o homicídio não deu certo num dia, mas no dia seguinte ele apontou outro veículo para ser roubado.
O MOTIVO
Em 2014 a Jessikaline teve um relacionamento com Jean e no curso desse relacionamento o Jean estava sendo investigado pela polícia federal e foi alvo de uma profunda investigação por tráfico, assim como Jessikaline.
Quando ela foi ouvida na PF ela contou tudo, abriu o jogo, contou tudo.
Ela contou qual era a participação do Jean, como também de outras pessoas no tráfico de drogas e na associação para o tráfico de drogas.
Depois disso o Jean começou a tentar mudar e fazer com que Jessikaline mudasse o depoimento.
Tentou de várias formas: por meio de advogado, por meio de amigos, por intimidação.
Para se ter uma ideia, em um ano a Jessikaline mudou o chip do celular várias vezes, mudou de residência, mas o Jean conseguia descobrir aonde ela estava.
Ele foi preso, fugiu e em janeiro desse ano ele foi preso novamente (pela DRF de Campina Grande).
Em março desse ano, no dia 16, haveria uma audiência e Jessikaline seria ouvida e o Jean continuou insistindo para que ela mudasse o depoimento e ela disse que não mudaria, pois agora ela era evangélica e não iria mudar em hipótese alguma o depoimento.
A DECISÃO
Jean, de dentro do presídio do Serrotão, juntamente com Adriano “cabeça”, conseguiu articular e levantar o atual endereço dela.
Ela estava, inclusive, recém-casada.
O Jean e o “cabeça” conseguiram levantar tudo através do “coroa” que é motorista de transporte clandestino.
O “coroa” descobriu tudo: os telefones de Jessikaline, os passos de Jessikaline, onde ela estava morando, o carro dela.
Jessikaline também era motorista de transporte clandestino em Campina Grande.
Tudo foi repassado para Adriano “cabeça” que determinou: “vamos chamar o Alex e o menor de 16 anos para que eles executem a mulher”
Eles montaram uma história de cobertura.
A TRAMA
Como Jessikaline era motorista de transporte clandestino um dos executores argumentou junto a ela que queria fazer uma corrida para uma vaquejada e a Jessikaline teria que pegar ele e outras pessoas nas proximidades do colégio Ana Amélia/Bodocongó.
Ela aceitou a corrida.
Esse dia foi 04 de março, mas a Jessikaline se fez acompanhada do marido.
Quando Alex e o menor viram a mulher acompanhada do marido desistiram da investida (crime), pois ficaria mais complicado, ou seja: teriam que matar Jessikaline e o marido.
O assassino, de certa distância, ligou para Jessikaline e disse que a viagem estava adiada em virtude de um problema de saúde da mulher de um deles, porém já amarrou a corrida para o sábado (dia seguinte).
Vale ressaltar que o crime, segundo os envolvidos, teria que ser executado antes do dia 16 de março, pois neste dia Jessikaline iria depor contra Jean.
O DIA DO CRIME
No dia do crime (05 de março) Alex volta a ligar para Jessikaline confirmando que iria para a vaquejada, porém faltava o veículo do crime.
Foi então que o Zerisvaldo “coroa” entrou na jogada novamente.
Ele levou os menores para frente da Alpargatas e apontou qual moto seria roubada, justamente a moto de mototaxista amigo dele. Um menor pegou a corrida e outro menor foi com Zerisvaldo para as imediações do CAIC/Malvinas esperar o comparsa para efetivar o roubo da moto.
A corrida foi feita e no CAIC ocorreu o roubo do veículo que serviria ao homicídio.
A motocicleta foi levada para os fundos do Conjunto Acácio Figueiredo e estava pronta para os executores.
A arma utilizada neste assalto foi a mesma que matou Jessikaline.
A EXECUSSÃO DO PLANO
No início da noite um dos adolescentes (de 16 anos) pegou a moto e levou até a casa de Alex e partiram (os dois) para as imediações do colégio Ana Amélia onde Jessikaline esperava para fazer a corrida.
O menor ficou na motocicleta, Alex entrou no carro e efetuou dois tiros e fugiu com o comparsa.
COMO A POLÍCIA CHEGOU AOS CULPADOS
Foi um trabalho incansável das várias equipes da Delegacia de Homicídios.
No curso das investigações foi descoberto que o assassino estava preso em Juazeirinho, no Cariri, por causa de um crime de roubo. O apoio da 12ªDSPC, através de Henry Fábio e Gilson Teles, foi de extrema importância.
O Alex foi preso em Juazeirinho com arma que assaltou o mototaxista e que matou Jessikaline.
A equipe de investigação teve acesso ao revólver e solicitou confronto balístico.
O IPC foi preciso e determinante: a arma apreendida era justamente a que matou a jovem.
AS ACUSAÇÕES CONTRA OS ENVOLVIDOS
Eles serão acusados de formação de associação criminosa, homicídio qualificado, corrupção de menores e roubo.
O DESABAFO DA DELEGADA
A menina estava recebendo ameaças, ela estava sendo intimidada a mudar seu depoimento numa delegacia de polícia.
É importante que todas as pessoas, quer sejam vítimas ou familiares ou amigos, que venham a delegacia ou fórum; que prestem seus depoimentos, ou sejam coagidas, não tenham medo. Não tenham medo.
Por favor: compareçam a  autoridade policial  e digam que estão passando por determinada situação.
Se Jessikaline tivesse procurado a autoridade policial  com certeza teria sido feito algo e ela não teria sido morta.
ADVOGADOS INESCRUPULOSOS
Nós temos conhecimento de advogados que tiram cópias das oitivas das pessoas e entregam aos familiares de presos e dizem: “olha, quem te compromete é esta pessoa aqui. Resolve isto”.
As nossas testemunhas precisam ser respeitadas.

3 comentários:

  1. Como ela não iria morrer se denunciasse as ameaças, se ela tinha que trabalhar e o trabalho diretamente com deconhecidos todos os dias?

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  2. Como ela não iria morrer se denunciasse as ameaças, se ela tinha que trabalhar e o trabalho diretamente com deconhecidos todos os dias?

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  3. Era pra justiça manter em sigilo o nome de quem faz depoimento, mas não,revela e o depoente fica em risco. Por isso que poucos prestam depoimento, para não pagar com a vida. A NOSSA JUSTIÇA É AFAVOR DO CRIME.

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