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terça-feira, 24 de maio de 2016

PC DESVENDA HOMICÍDIO EM CAMPINA GRANDE: ORDEM SAIU DE DENTRO DE PRESÍDIO

A polícia civil utilizou até veículos descaracterizados para realizar uma operação que teve início por volta das 05h00 desta terça-feira (24/05).
Um dos alvos foi a Penitenciária do Serrotão, onde se encontra preso Adriano Pereira.

Contra ele a PC cumpriu um Mandado de Prisão.
Ele seria o líder de um grupo, que de acordo com a polícia, é acusado de tráfico de drogas e comércio ilegal de arma.
Além disso, pesa contra Adriano um homicídio ocorrido no dia 10 de novembro/2015 em Campina Grande.
Ele teria ordenado o crime de dentro da cadeia para vingar a morte do irmão, vítima de um tiro acidental também em novembro do ano passado.
A delegada Maíra Roberta declarou em entrevista que “tudo aconteceu após a morte de ‘Naldo lindo olhar’ que foi morto pelo funcionário Eduardo. No dia deste caso Eduardo saiu da cena do crime com Jeferson ‘gordinho’, numa moto. No dia do velório de Naldo, Jeferson foi morto”.
Na ação da polícia foram apreendidos uma pistola “380”, um revólver e aproximadamente “5.000,00 reais”.
Mais seis pessoas foras presas.
O advogado do acusado é o Paulo de Tarso Medeiros.
ENTENDA O CASO
A MORTE DE NALDO “LINDO OLHAR”
Na madrugada da segunda-feira, 09 de novembro/2015 por volta das 04h30 no Parque do Açude Novo, no Centro de Campina Grande, um comerciante foi morto com um tiro acidental na axila.
A polícia conseguiu apurar que várias pessoas bebiam em um bar e um funcionário da própria vítima acabou atingindo Antônio Pereira da Silva, "Naldo", de 47 anos, também conhecido como "Naldo lindo olhar".
Ele era proprietário do trailer "Lindo Olhar", também no Açudo Novo.
De acordo com testemunhas ouvidas pela delegada Tatiana Barros, após o término do expediente no trailer, costumeiramente todos se reuniam para se divertir e jogar sinuca em um estabelecimento no interior do Parque Osvaldo Cruz (Açude Novo), bem próximo ao Lindo Olhar.
O DEPOIMENTO DE “DUDU”
No dia 16 de novembro/2015 a delegada Tatiana Barros ouviu o comerciário “dudu”.
A policial concedeu entrevista sobre este depoimento, na Patrulha da Cidade/TV Borborema.
Pergunta: Delegada como foi explicado esse episódio?
“Eduardo disse que abriu o tambor para ‘desmuniciar’ e teve a certeza que não puxou o gatilho, pois não empreendeu força no dedo. Embora estivesse com o dedo no ‘cão’, não recorda em momento algum ter puxado o ‘cão’”.
Pergunta: No depoimento, o rapaz falou se a amizade dele com Naldo era antiga. Fazia tempo que ele trabalha no trailer?
“Ele afirmou que trabalhou com Naldo por aproximadamente nove anos e no mesmo estabelecimento trabalhava ele, a esposa, além de um filho de quatorze anos”.
Pergunta: Como estava o semblante dele; o aspecto dele durante o depoimento?
“O Eduardo aparentava estar imensamente abatido. Durante toda oitiva (depoimento) chorava bastante. Estava bastante preocupado com a família (o fato de não estar perto dos filhos); muito angustiado diante do que tinha ocorrido com Naldo; Ele estava verdadeiramente abatido”.
Pergunta: A senhora ouviu aproximadamente vinte pessoas sobre o episódio.
A grande maioria afirmou que no momento do incidente Naldo e o rapaz chegaram a “conversar”.
Após ouvi-lo, qual o teor desta conversa.
Ele falou sobre isto?
“Na verdade ele afirma que depois do tiro, o Naldo botou a mão no peito, olhou pra ele e falou: ‘car#@%*, Eduardo, você me matou!!!’ E o Eduardo olhou pra Naldo e disse: ‘deixe de brincadeira, rapaz!!!’. Foi quando o Naldo virou os olhos e caiu. Ele disse ainda que ficou em cima de Naldo tentando socorrer e não lembra quem socorreu a vítima, pois ficou em estado de choque”.
Pergunta: Diante de tudo, como a polícia encara essa situação?
“Nós trabalhamos com fatos. Diante de tudo que foi dito pelas vinte pessoas que foram ouvidas (embora as investigações ainda não tenham cessado), trabalhamos com a vertente muito forte de Homicídio Culposo”.
Pergunta: Não houve intenção, então?
“Não houve intenção, pois se tivesse ocorrido intenção ao menos uma pessoa, das tantas que estavam presentes, teria dito isso em depoimento, teria divergido dos depoimentos e isto não ocorreu.”
A MORTE DE JÉFERSON JOSÉ DA SILVA
Jéferson José da Silva, 18 anos, que morava nas Malvinas, em Campina Grande, foi assassinado às 09h40 da terça-feira 10 de novembro/2015 na Rua Raul Farias, no Presidente Médici, com dez tiros de pistola “380” (na cabeça, pescoço, braços e pernas).
Não havia quase ninguém transitando na rua no momento do crime, mas após a sequência de disparos muita gente apareceu para saber do que se tratava e se deparou com um homem morto ao lado do carro dele.
Capsulas ficaram por todo canto, além de marcas de tiros nos portões das residências.
Jeferson trafegava em um Celta de cor prata com placas de Guarabira e foi interceptado por ocupantes de um veículo Golf de cor vermelha.
Eles efetuaram vários disparos, Jeferson abandonou o carro, tentou correr, recebeu mais tiros e caiu.
Não satisfeitos os assassinos atropelaram o rapaz e segundo apurou a polícia, ainda passaram com Golf por cima dele.

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