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sábado, 30 de julho de 2016

LAR DA SAGRADA FACE EM LAGOA SECA ENFRENTA DIFICULDADES E PRECISA DE DOADORES PARA NÃO FECHAR

*Os interessados em contribuir com a instituição podem ligar para o telefone 9 8747-9420.
*O número é o mesmo do WhatsApp.
*Um mensageiro identificado vai à casa do doador buscar a doação.
*A instituição tem 22 funcionários para cuidar de 16 idosos.
*São necessários urgentemente mil doadores financeiros por mês, cada um contribuindo com "10,00 reais".

Por Severino Lopes*
O lugar é tranquilo e convidativo para o descanso e a reflexão.
O verde das árvores, o cantar melancólico dos pássaros, o brotar colorido das flores, tornam o ambiente encantador.
É nessa paisagem que se forma bem no Agreste da Paraíba, que está situado o Lar da Sagrada Face.
O prédio com aspectos antigo, mas conservado a estrutura original se ergue a vista de quem se aproxima em busca de refúgio.
Ao cruzar as portas, o visitante se depara com uma realidade dura, mas logo descobre a grandiosidade do trabalho realizado com amor.
Histórias de sonhos, decepções, alegrias, tristezas e abandono se multiplicam.
O Lar Sagrada Face, mostra ao mundo moderno como os ensinamentos de Jesus, principalmente, o mandamento do “amor ao próximo” podem ser vivido em sua essência.
As rugas no rosto de alguns idosos, o olhar terno, o sorriso espontâneo, traduzem a experiência de vida.
Pessoas como a aposentada Maria de Lourdes, que aos 87 anos, passa maior parte do tempo sentada na cadeira as e com o terço na mão.
Há três anos, ela foi deixada pela família na instituição, e desde então, mudou a sua vida.
Hoje passa maior tempo em silêncio ou meditando os mistérios do terço.
A aposentada Odívia da Silva, de 73 anos, amputou uma perna e encontrou no Lar um refúgio para voltar a sorrir e descobrir o sentido da solidariedade.
O Lar Sagrada Face, com sede no sítio “Rosa Branca”, em Lagoa Seca, foi fundado há 45 anos por Frei Matias, religioso franciscano, já falecido.
É administrado pela Diocese de Campina Grande e dirigido pelo padre Clemente.
Atualmente a instituição tem 22 funcionários para cuidar de 16 idosos, a maioria cadeirante, que contribuem com a aposentadoria ou benefício.
A soma dessas contribuições chegam a um pouco mais de 9 mil reais.
A renda dos doadores fixos que contribuem mensalmente chegam a 10 mil reais.
Já os gastos das despesas com funcionários, encargos trabalhistas e contas fixas ultrapassam os 26 mil reais.
A instituição atravessa dificuldade e corre o risco de fechar. Desde o mês de abril que o Lar funciona de forma precária por conta da crise e dos aumentos com salários dos funcionários, encargos trabalhistas e contas fixas.
Para cobrir as despesas, padre Clemente diz que são necessários urgentemente pelo menos, mil doadores financeiros por mês, cada um contribuindo com "10,00 reais".
Se se isso não acontecer à instituição corre o risco de encerrar as suas atividades.
“Se não houver uma resposta real, corremos sim o risco de fechar. Por isso estamos pedindo a população de Campina Grande e cidades vizinhas que nos ajude, assumindo o compromisso de doar '10 reais' por mês” apelou o padre.
Segundo o padre Clemente Medeiros, desde o mês de abril a entidade funciona no vermelho e as dificuldades só aumentam. Por causa da crise econômica e dos constantes aumentos, os problemas só agravam, em especial, o financeiro, ameaçando a entidade a fechar suas portas.
"Para que possamos dá continuidade a esse importante trabalho em benefícios dos idosos precisamos de uma resposta urgente da sociedade. Nesse sentido, apelamos para que as pessoas que queiram ajudar com apenas 10 reais, que o faça de forma generosa. Precisamos dos doadores fixos para, a curto prazo, mantermos todos os serviços que prestamos e honrarmos com as despesas”, disse o sacerdote.
Segundo o padre Clemente, ajuda também pode ser feita através alimentos, medicações, fraudas.
Um mensageiro identificado vai à casa do doador buscar a doação.
Os interessados em contribuir com a instituição podem ligar para o telefone 9 8747-9420.
O número é o mesmo do WhatsApp.
O Lar da Sagrada Face era mantido através das mensalidades do Colégio Assta, no Ponto Cem Réis, em Campina Grande, que encerrou suas atividades e hoje é mantido através das doações de pessoas bondosas através de um telemarketing.
O Lar da Sagrada Face sobrevive de doações, e não tem ajuda do governo.
Sua parte externa se encontra bastante degradada, não possui cerca nem portões adequados, e por isso tem sido alvo de vândalos que depredaram sua fachada, colocando em risco funcionários que trabalham no local.
As doações mensais que a instituição recebe não conseguem suprir todas as necessidades dos idosos, que precisam de assistência médica e psicológica, além de remédios, de produtos de higiene pessoal e de limpeza.
*Severino Lopes é jornalista

(PB Agora)

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