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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

PC PRENDE TRÊS ACUSADOS DE ATIRAR EM COMERCIANTE PARA ROUBAR; UM DELES FOI CURTIR SOM DE “PAREDÃO” APÓS O CRIME. VÍTIMA TEVE QUADRO AGRAVADO E ESTADO É EXTREMAMENTE CRÍTICO

(Leandro pilotou a moto, Fernando Atirou e Luciano emprestou a arma)
(ATUALIZADO)
Policiais civis da 12ªDSPC em Esperança desvendaram um crime covarde ocorrido sábado (19/11) por volta das 14h00 no sítio “Açudinho” entre Puxinanã e Montadas.
Foram presos três acusados de atirar em um comerciante para roubar.
São eles: José Fernando dos Santos Lima, o “nandinho”, que efetuou o disparo na cabeça do comerciante/feirante Orlando Leite Cavalcante, de 47 anos; José Leandro da Silva, o “Leandro de Beta”, que pilotava a moto; e Luciano da Silva Marques, que emprestou um revólver calibre “38”.
O objetivo era "apenas" roubar o comerciante.
Orlando encontra-se internado no Hospital de Trauma em Campina Grande e seu estado de saúde agora é extremamente crítico.
Sábado ele voltava da feira em Pocinhos numa picape acompanhado da mulher, quando ocorreu a abordagem de dois assaltantes que estavam numa moto.
Os acusados não esboçaram nenhuma reação e confirmaram cada um, as suas participações.
O que fez e o que disse José Fernando dos Santos de Lima “nandinho”, 23 anos, aposentado (só tem uma perna) e morador de Montadas.
Entrou em contato com o vigia Luciano da Silva, pediu o revólver emprestado, e convidou o primo José Leandro para praticar o crime.
Ele disse ao Leandro que sabia de todos os passos do comerciante/feirante morador de “Açudinho”.
Sabia inclusive até os produtos que ele vendia na feira de Pocinhos e que quando ele voltasse, com certeza traria um bom dinheiro.
Como ele seria reconhecido pelo comerciante Orlando, usou um capacete para impossibilitar a visualização da vítima.
Leandro era o condutor da moto e ele (Fernando) estava na garupa.
A moto foi emparelhada ao carro e foi anunciado o assalto. Fernando disse que estava nervoso e com o dedo no gatilho. Quando Orlando foi “mexer” em um dos bolsos, ele atirou na cabeça do comerciante e só não atirou na mulher da vítima em virtude dela ter ficado parada.
Ele afirmou que diante da situação empreendeu fuga na moto (que é produto de roubo).
Frio, Fernando disse que depois do que aconteceu ficou mais calmo e neste domingo (20) ainda foi curtir som de paredão no campo do Flamengo e devolveu a arma ao vigia Luciano.
Ele acrescentou que sempre pede a arma a Luciano o  agrada financeiramente ou com algum produto quando a parada dar certo.
Quanto à moto, o acusado afirmou que a guardou numa casa abandonada.
Finalmente ele disse que estava muito arrependido, pois nunca foi preso ou processado.
A prisão dele ocorreu em casa.
O que disse e o que fez José Leandro da Silva, de 24 anos, “montador de estrutura”, morador do sítio “Sabiá”, em Montadas.
Leandro estava pegando água numa cisterna da cidade de Montadas quando os agentes o prenderam sob a acusação de tentativa de latrocínio contra o feirante/comerciante Orlando Leite.
Ele contou que recebeu o convite, pilotava a moto e emparelhou o veículo para a concretização do roubo.
Após a ação ele e “nandinho” seguiram na moto que chegou a derrapar numa curva e eles caíram, mas fugiram no veículo até Montadas.
Leandro afirmou que tudo foi tramado na casa de “nandinho” durante uma bebedeira no mesmo dia do crime.
“Nandinho” teria dito que tinha uma “parada para fazer”. Inicialmente Leandro ficou exitoso, mas diante da necessidade de dinheiro e por causa da bebida acabou “topando”.
José Leandro acrescentou que conhece Orlando Leite e sabia todo seu roteiro.
Disse também que o pai de Orlando conviveu por quase 16 anos com a mãe dele (de José Leandro).
Finalmente ele confirmou que já foi preso.
O que fez e o que disse Luciano da Silva Marques, vigia, soldador, 40 anos de idade, e morador de Montadas.
Luciano afirmou que emprestou a arma na sexta-feira (18) a “nandinho”.
“Nandinho” disse que queria a “peça” para fazer um trabalho e tão logo fizesse a devolveria.
O revólver calibre “38” foi entregue enrolado num pano, mas não sabia que ele seria utilizado no crime contra Orlando que é uma pessoa extremamente querida na região.
Luciano concluiu dizendo que nunca recebeu nada por emprestar a arma e que atualmente vive do salário desemprego.
A prisão dele ocorreu em casa.

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