sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

ACUSADO DE MATAR ENFERMEIRA EM CAMPINA GRANDE É INOCENTADO PELA JUSTIÇA

Rogério Pereira de Farias, hoje com 24 anos de idade, foi julgado e considerado inocente do crime de latrocínio que teve como vítima a enfermeira Aucilene de Almeida Lucena, no dia 28 de abril de 2015.
A justiça desconsiderou todas as alegações da polícia civil que foram acatadas pelo ministério público.
O júri singular ocorreu no dia 23 de janeiro.
Rogério permanece preso, mas deve ser liberado na segunda-feira (29/01).
O crime ocorreu na Avenida Eduardo Magalhães, em Bodocongó.
A enfermeira seguia numa moto para o trabalho, quando dois assaltantes noutra moto realizaram abordagem.
Aucilene não ouviu ou não parou diante do anúncio do assalto e acabou baleado.
Ela morreu no local.
A Patrulha da Cidade/TV Borborema repercutiu com exclusividade, nesta sexta-feira (27) o desfecho de um dos crimes mais covardes de 2015.
A advogada Mona Lisa Fernandes de Oliveira, que defendeu o acusado, concedeu entrevista ao programa.
Ela disse que “na verdade a polícia colheu indícios que entendeu ser suficientes da autoria de latrocínio a Aucilene e identificou como suposto autor o Rogério. Diante disso o ministério público acatou essas provas colhidas pela polícia e ao final não se confirmaram esses indícios. Ou seja: todas as provas materiais e testemunhais não foram confirmadas na justiça. Nenhuma testemunha reconheceu o Rogério como autor do fato”.
A advogada continua dizendo que eram três acusações (latrocínio e dois roubos majorados – de duas motos) e Rogério foi absolvido das três acusações.
As vítimas não reconheceram ele como autor dos roubos. e não houve prova suficiente para associá-lo ao latrocínio”.
Mona Lisa Fernandes Oliveira afirmou também que “desde o início, desde o nascedouro do processo ele negou todas as acusações a ele imputados. Nós inclusive, como advogados de defesa, insistimos caso fosse verdade para que ele confessasse, no entanto ele disse que não iria confessar o que não cometeu e negou ter confessado na polícia.
A advogada acrescentou que Rogério está preso em Patos, em virtude de uma transferência administrativa.
Foi expedido o Alvará de Soltura, diante da decisão de absolvição e, por consequência de ele não está no local (presidio em Campina Grande) informado nos autos, eu informei a Vara que ele está noutro presídio e via ser expedido um novo Alvará para ser cumprido e ele será posto em liberdade”.
Ela finalizou a entrevista afirmando que “o prejuízo moral é incalculável nestes casos. Depois do resultado eu ainda não tive oportunidade de conversar com Rogério nem com a família. Eu antecipei, vi o resultado na movimentação processual e fui conhecer a decisão. Então eu sentarei com ele e com a família para saber o que pode ser feito para tentar reparar os danos”.
Outro detalhe é que a arma apreendida foi periciada e o laudo concluiu que o projétil que atingiu a enfermeira não saiu do revólver apreendido com o acusado.
Mesmo diante da decisão da justiça, o caso ainda cabe recurso do ministério público.

9 comentários:

  1. Coitado, preso inocentemente. Um menino tão bom!

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  2. O rapaz e inocente msm se as testemunhas n conheceu o rapaz e nem os vestígio d pólvora n foram detectadas na arma q ele tava o cara vai fica na cadeia inocente. E se fosse vc lindemberg vc queria fica na cadeia inocente

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  3. Jean Cláudio fez um comentário bastante consciente e ponderado ! Não estamos aqui para comentar se o mesmo é um bom menino ou não, porém com relação a esse crime ele foi inocentado ! Resta agora a Justiça reconhecer o erro e, quanto ao rapaz, procurar uma vida nova é digna e afastar- se do lado ruim, se é que estava pertencendo a este lado !

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  4. É verdade, se a arma que foi encontrada com ele não era a mesma arma que matou a enfermeira, se as testemunhas não o reconheceram, vai manter o cara preso sem provas que o incrimine?

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  5. Pois é, que o Estado repare este erro para com o cidadão!

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Área de atuação: Malvinas, Santa Bárbara, Severino Cabral e Centenário!

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