quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ESQUARTEJAMENTO FORA DA CADEIA: ACONTECEU EM LAGOA SECA NA NOITE DE TERÇA-FEIRA. SAIBA O QUE DISSE A POLÍCIA

(Atualizada)
Em Lagoa Seca, bem pertinho de Campina Grande, tivemos um exemplo macabro das cenas que já se tornaram o “Carro Chefe” das revoltas e vinganças dentro das cadeias brasileiras, onde dezenas de corpos são esquartejados quase que diariamente.
No caso de Lagoa Seca, tudo aconteceu dentro de uma casa no Distrito Floriano, na noite da terça-feira (24/01).
De acordo com a polícia, a residência foi alugada por assaltantes e servia como ponto de apoio para o tráfico de droga, esconderijo e depósito de produtos de roubados.
Uma câmera monitorava todo movimento do lado de fora.
Segundo a polícia no momento em que os ocupantes do imóvel promoviam uma bebedeira, houve um desentendimento e por consequência a morte de um dos frequentadores da casa.
Ele foi morto a tiros e teve o corpo esquartejado.
Moradores ouviram disparos e chamaram a polícia militar que se deparou com a cena macabra.
A vítima foi identificada como Mateus Pereira do Nascimento, de 19 anos.
Um adolescente, de 16 anos, e dois adultos foram capturados em flagrante.
Os adultos tratam-se de Wallison Pereira Silva, de 23 anos, e Michael Douglas Genuíno, também de 23.
No interior da residência foram encontradas armas e bebidas.
O delegado Durval Barros, que mora na comunidade, passava no momento e participou da ação junto com policiais militares.
Me integrei a ação naquele momento, pois moro nas proximidades, mas a PM foi diligente, cautelosa e eficiente não dando chance para evasivas dos acusados”.
O delegado acrescentou que os assassinos usaram de toda crueldade para matar um companheiro.
Certamente que o objetivo era colocar as partes do corpo em sacos e em seguida fazer a ocultação. Por outro lado é bom que diga que não há surpresa em relação a todos os envolvidos neste caso: o distrito Floriano sabe muito bem que é cada um deles”.
Já o delegado Francisco Assis Silva, da Divisão de Homicídios em Campina Grande, que estava no plantão centralizado, lavrou o flagrante.
Ele disse em entrevista a Patrulha da Cidade/TV Borborema que a mãe de um dos envolvidos cuidou de alugar o imóvel.
Lá era uma casa alugada por uma quadrilha organizada. A casa foi alugada por uma ‘senhora’ de nome ‘Adriana’. Ela disse a proprietária do imóvel que a casa era para ‘um familiar’, mas na verdade era a casa serviu para dar apoio a uma quadrilha especializada em roubos e invasões a residências de granjas. Tanto é que existem diversas queixas de roubo registradas na delegacia de polícia em Lagoa seca. A casa também era usada para prostituição de menores, consumo e tráfico de drogas”.
O delegado informou que foram identificados todos os membros, inclusive os que fugiram do local.
Quanto aos depoimentos dos conduzidos, Francisco Assis Silva informou que “eles informaram que foi um adolescente que cometeu (jogaram a culpa nos que fugiram), mas não há dúvidas da participação deles (os capturados pela PM). Eles falaram também que se encontravam na residência tomando cachaça e ouvindo música, quando de repente chegou a vítima e entrou”.
O policial contou também que Mateus Pereira, já frequentava a casa e foi convidado a entrar por um dos presentes.
Segundo os depoimentos deles, eles ficaram na garagem, ouviram três disparos e depois já viram o corpo sem vida. Depois ficaram lá tomando cachaça e ouvindo música como se nada tivesse ocorrido”.
O delegado Assis afirmou que os depoentes contaram que “o executor fazendo uso de uma arma pediu a todos que silenciassem diante do fato”.
O policial concluiu dizendo que “o menor apreendido compareceu à delegacia acompanhado dos pais para ficar configurado a ‘Corrupção de Menores’ por parte dos adultos presos. Esse menor sempre estava lá a convite dos maiores onde tomava cachaça, consumia droga e tinha uma função: na hora que a polícia chegasse e identificasse qualquer anormalidade, ele (o menor) assumiria”.
Os adultos Wallison e Michael foram autuados e vão responder por homicídio, associação criminosa, posse ilegal de arma, receptação de arma (já que elas não têm documentos) e abuso de incapaz.
A guarnição do cabo Rocha, soldados Daniel Silva e Padilha esteve a frente da ação.
O relatório é detalhista e contundente.
"Na noite de ontem (terça), por volta das 21h00, a VTR Extra de Lagoa Seca foi acionada através de denúncia anônima para averiguar um som alto e consumo de drogas em uma das ruas do Floriano, em Lagoa Seca.
Os componentes da guarnição desembarcaram da viatura e foram ate o local informado a pé, para chegar na residência pela parte de baixo da rua.
Quando estávamos próximo a residência, o som foi desligado e foi visto várias pessoas (conforme informado na denúncia) se afastando da casa.
De imediato foi dado voz de parada a todos, onde um deles atirou contra a guarnição e conseguiu fugir com o resto dos suspeitos.
No entanto, foi abordado M.D. (menor de 18 anos), tentando fechar o portão da casa, de imediato, pela brecha do portão, foi visualizado um corpo em meio a muito sangue.
Adentrando a residência foi encontrado uma espingarda calibre '32' e outra de calibre '12'.
Posteriormente fomos informados de que na casa também se encontrava um menor de idade que foi localizado em meio aos curiosos a menos de 50 metros do ocorrido.
Além dele, também foi localizado em uma residência próxima, outra pessoa que estaria no interior da casa, tratando-se de Wallisson da Silva Pereira.
Todos confessaram que estavam na casa do homicídio, no entanto negaram ter tido participação efetiva no assassinato.
Também nos foi informado que um indivíduo chamado 'Wesley' efetuou disparos de Pistola calibre '380' contra a vitima e que, utilizando uma peixeira e um facão, com a ajuda de 'G' (menor de 18 anos) começaram a esquartejar a vítima, tendo decapitado e amputado ambas as mãos.
Nenhum dos conduzidos informou qual teria sido a motivação do delito, já que a vítima teria ido até a residência de livre e espontânea vontade e que era 'amigo' dos seus algozes.
A casa possuía cerca elétrica e um sistema de monitoramento por câmeras (o que não foi suficiente) para que os acusados se antecipassem as ações da polícia, já que, além dos ilícitos praticados na residência, 'Wesley' é fugitivo do Lar do Garoto.
Na casa também foi encontrado um fundo falso em baixo da pia que possivelmente serviria para a guarda de ilícitos.
Em meio a toda a cena de horror foi encontrado bebidas alcoólicas que possivelmente foram provenientes de um furto a uma engarrafadora de cachaça localizada no próprio Floriano.
Além de tudo isso, chegou ao conhecimento da guarnição de que um indivíduo conhecido por Nem (suspeito de ser o autor de um homicídio dias atrás no Floriano) juntamente com a mãe dele (que também é mãe do 'G') teria ido ate a residência alertar os suspeitos sobre a presença da polícia no Floriano, e isso teria causado a desligada do som e a evasão de todos do local do crime".

2 comentários:

  1. Matéria muito bem elaborada,parabéns Renato Diniz

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  2. A reportagem da Paraíba tem que assistir as reportagens feita nos programas de marcelo Rezende e datena que são muito bem feita . Os repórteres contam uma história muito bem contada vocês tem que aprender com eles .porque a paraiba está mal de reportagem tem reporte não estou dizendo você renato mas em João Pessoa tem um tal de emerso Machado e uma tal de Glaucia Araújo que são uma negação tem outros ruim também mais como são muitos da até preguiça.

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