sábado, 4 de fevereiro de 2017

LAVADOR DE CARROS NÃO RESPONDERÁ EM LIBERDADE POR CRIME SEMELHANTE AO ACUSADO DE MATAR AGENTE DA LEI SECA. SAIBA OS MOTIVOS

Faltou dinheiro ao flanelinha Antônio Avelino dos Santos, para que respondesse em liberdade, após atropelar e matar um idoso, enquanto manobrava um carro em um estacionamento, no Centro da Capital.

O caso gerou uma inevitável comparação com a morte do agente da Lei Seca, Diogo Nascimento, cujo acusado, Rodolpho Carlos da Silva, membro de uma família rica, não foi preso em momento algum.
Avelino foi preso em flagrante na segunda-feira (30/01) e, ontem (02/02), na audiência de custódia, foi mandado para o presídio do Róger, para cumprir uma prisão preventiva, por tempo indeterminado.
Para o advogado criminalista Abraão Beltrão, a condição econômica de contratar advogados em tempo hábil para conseguir um habeas corpus, fez a diferença entre os casos.
De acordo com o processo, Antônio Avelino dos Santos lavava carros na Praça Pedro Américo, no Centro de João Pessoa, quando o proprietário de um carro o entregou as chaves, para que fosse feita a lavagem interna.
O flanelinha decidiu posicionar o carro de uma forma que facilitasse a lavagem.
Sem ter costume de dirigir veículo de câmbio automático e com o agravante de ter ingerido bebida alcoólica,
Avelino perdeu o controle do carro, subiu na calçada, atropelando Wilson José dos Santos, de 73 anos, que sofreu fratura exposta e morreu horas depois no hospital.
Na audiência de custódia, a juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues entendeu que o Avelino tinha entendimento sobre o risco de dirigir sob efeito do álcool e que não tinha habilitação para dirigir, correndo o risco de causar um evento de natureza grave.
“Não é a primeira vez que me posiciono dessa forma, independente da condição social de quem praticou o crime. Pela necessidade de preservar a ordem pública, converto a prisão em preventiva”, decidiu.
Para Abraão Beltrão, o entendimento das juízas que aturaram nos dois casos (Rodolpho Carlos e Antônio Avelino) foi o mesmo. “No dia seguinte à morte do agente a juíza também decretou a prisão do Rodolpho, entendendo que houve dolo. Agora ele teve como contratar advogados que acionaram um desembargador e conseguiram o habeas corpus. No caso do flanelinha o que se percebe é que não teve nenhum advogado fazendo isso. Ele não tinha meios de contratar esse serviço”, analisou.
NOTÍCIA MOBILIZA ADVOGADOS
A notícia de que Antônio Avelino poderia ser transferido para um presídio, por ter matado uma pessoa ao manobrar um carro e se atrapalhar com a marcha, comoveu advogados criminalistas, que foram voluntariamente ao Fórum Criminal da Capital, fazer a defesa do flanelinha na audiência de custódia.
Um deles, Franklin Soares, discordou do entendimento da juíza. “Alegar manutenção da ordem pública para decretar a prisão por tempo indeterminado de um simples flanelinha, que cometeu um crime por imperícia e imprudência, enquanto a sociedade convive com outro condutor, em liberdade, que acelerou para cima de um agente, vendo que iria matá-lo, é estranho”.
(Ainoã Germiniano/Correio da Paraíba)

6 comentários:

  1. isso é o Brasil.quem tem dinheiro poda sair dirigido em alta velocidade e matar pedestre.o outro não tinha dinheiro atropelou o pedestre foi preso e não tem como se soltar.é uma vergonha a lei brasileira.

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  2. parece com aquela musica de cajú e castanha.que e assim O RICO PEGA O CARRO PARA PASSEAR O POBRE SAI PRA PASSEAR E O CARRO PEGA.KKK....

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  3. ESPERO QUE OS JOVENS QUE CRESCERAM OUVINDO AS PALAVRAS " DITADURA " OU REGIME MILITAR " AGORA VEJAM QUEM TINHA RAZÃO. A "DITADURA" QUE VOCÊS CONHECEM APENAS NOS LIVROS E NO "OUVI FALAR", SIGNIFICAVA VERGONHA NA CARA, DISCIPLINA, RESPEITO ÀS LEIS, ETC... SÓ QUEM RECLAMAVA, ERA QUEM NÃO PRESTAVA OU NÃO RESPEITAVA A LEGISLAÇÃO VIGENTE. AGORA, TODOS QUEREM OS MILITARES DE VOLTA, NÃO É MESMO ???????

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  4. Os comentários postados aqui parece saídos de uma pauta de programa humorístico !

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  5. Qr dizer q o flanelinha tinha o entendimento sobre o risco d dirigir sobre o efeito d alcoól.. E o ricao q tem estudo dinheiro ele n sabia n ne

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