terça-feira, 23 de maio de 2017

RONALDO MENEZES: JOIA MAIS DO QUE RARA

Por Marcos Marinho*
Uma das gratas alegrias que eu tive recentemente no âmbito profissional foi ter conhecido aqui em Campina Grande um cidadão que, sem o menor risco de erro de avaliação, posso qualificá-lo como “joia rara” - sinônimo de coisa boa, de Paraíba arretada...

Pego o “gancho” nos versos do amigo Ton Oliveira porque entendo que, nessa Paraíba de tantos desastres político-gerenciais, encontrar tal tipo de TURMALINA no deserto de urubus em que na seca a Borborema se transformou é algo de fato mais do que merecedor de registro e homenagens.
Ser “joia” nessa Saara onde a prática política continua vergonhosamente teimando em querer botar ordens no que necessariamente tem de ser técnico, é raridade.
E o cara - qualquer cara - precisa ter mesmo aquilo roxo acaso queira fazer bom, bonito e impecável no nível profissional que se exige do Poder Público.
Porque são tantas as ingerências, os interesses mais das vezes nada republicanos, que o cara menos macho abre das pernas...
Estive por alguns meses gerenciando aqui na Borborema a parte de Comunicação Institucional do Governo Ricardo Coutinho, ação que abracei prazerosamente embora o dia-a-dia espinhoso me amarrasse sempre no oposto.
Mas foi nesse curtíssimo lapso temporal que pude conhecer - e conviver - essa pessoa à qual me obrigo por dever de consciência telúrica dar o muito obrigado, em prova de perene gratidão que enlace filhos, netos, amigos, parentes e aderentes e, de resto, a gente da periferia que por uma ou outra razão não tenha tido o alcance de identificá-lo como figura merecedora de honra e mérito.
Me reporto ao magérrimo servidor público Ronaldo Menezes, um Hércules no trato da coisa pública; um homem que virou BICHO quando Campina precisou assim lhe metamorfosear.
À frente da gerência regional da CAGEPA em Campina Grande, onde funcionalmente cuida de dezenas de municípios e milhares de paraibanos vitimados pela cruel estiagem que secou barreiros e açudes deixando nas casas as torneiras “demodê”, Ronaldo provou que sua nomeação não foi algo do acaso.
Um acerto do governador, sim, focando o extraordinário currículo técnico de um servidor de carreira distantemente postado ao largo dos vícios que no passado tanto mal fizeram à companhia, mas, sobretudo algo divinamente surgido para a hora certa.
Ouso dizer, e o faço com a experiência de ter vivido como auxiliar do Governo os dias cruciais da falta d’água e do racionamento dela em Campina Grande, que pobre de nós se não tivéssemos na direção da regional da CAGEPA esse braço salvador a evitar a catástrofe.
Ronaldo Menezes sem nunca derivar para a rinha política, mantendo-se tecnicamente centrado no dever de garantir água de boa qualidade para a população, fez não somente a parte que lhe coube por dever de ofício nesse “latifúndio”.
Fez bem mais: saciou a população da Borborema com água técnica e cientificamente de boa qualidade, mesmo quando pregadores do mal e do terrorismo se arvoraram em dizer que tínhamos lama e porcaria no líquido disponibilizado ao povo.
O açude Boqueirão quase secou, é verdade, mas não secou jamais a garra e o espírito público desse humilde e abnegado servidor, a enfrentar críticos malvados e até alguns irresponsáveis da imprensa ou fora dela, sem nunca derivar do seu centrado esforço técnico em explicar o que para essa troupe deslavada que queria sempre açoitá-lo - e à CAGEPA - seria o inexplicável.
Ronaldo Menezes é um BENFEITOR de Campina Grande, condição que deve logo ser reconhecida por quem de direito – o Poder Legislativo municipal.
Ainda estivesse eu exercendo o honroso mandato de
Vereador desta cidade já teria proposto e lhe entregue a Medalha de Honra ao Mérito Municipal, maior honraria que Campina Grande pode outorgar a quem lhe faz o bem.
É merecedor!
Que me ouçam os edis, ou pelo menos alguns que eu julgo mais amantes da cidade do tipo Olímpio Oliveira, Marinaldo Cardoso, Ivan Batista, Galego do Leite, João Dantas, Lula Cabral, Ivonete Ludgério...

*José Marcos Marinho Falcão é jornalista, diretor, editor e um dos colunistas da grade do portal a Palavra Online.

Um comentário:

  1. Renato
    Sem sim nem não... Esse MM é crítico por seu natural, não sei se amizade ou real muda seu astral!!!

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