terça-feira, 4 de julho de 2017

ASSÉDIO MORAL: ASPOL/PB REALIZA ATO DE PROTESTO EM POMBAL NESTA QUARTA-FEIRA

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba - ASPOL/PB realizará, nesta quarta-feira (05/07), um protesto contra os casos de assédio moral e transferências não fundamentadas que estão acontecendo com os investigadores criminais no Sertão do Estado.
 O ato acontece às 09h00 em frente à Delegacia de Pombal.
Para a presidente da ASPOL/PB, Suana Melo, os atos podem configurar perseguição de servidores e prática de assédio moral. 
Esses casos aconteceram depois que a Associação constatou a ausência de delegado plantonista na cidade de Pombal, assim como encaminhou à Delegacia Geral de Polícia Civil denúncias sobre a atuação de ‘araque de polícia’ na região de Sousa e uso de viaturas para uso particular entre os estados da Paraíba e Pernambuco”, disse a presidente.
A Portaria nº 319 da Delegacia Geral da Polícia Civil, datada de 26 de junho, pode se configurar como mais um aspecto que contribui para a prática de assédio moral nas unidades de Polícia Civil da Paraíba, tantas vezes denunciada pela ASPOL.
São transferências de quatro integrantes de uma mesma equipe de investigadores, realizadas sem qualquer explicação ou justificativa plausível, que consideramos retaliação e um claro desrespeito a nossa Lei Orgânica. Ainda há o agravante de que dois desses servidores estão em gozo de férias”, completou Suana.
DENÚNCIA SOBRE AUSÊNCIA DE DELEGADO
A presidente disse que nos dias 11 e 12 de maio deste ano a ASPOL/PB realizou visitas a unidades policiais no Sertão do Estado e, especificamente, na Delegacia de Pombal constatou a ausência de autoridade policial para a confecção de procedimento de flagrante, após prisões efetuadas pelos investigadores na cidade.
Na delegacia havia dois presos em flagrante no xadrez, que à época se encontrava em situação precária de funcionamento. A autoridade policial escalada para o plantão não estava presente, e isso era sabido pelo também delegado e gestor da seccional de Sousa, que também não estava na região. Somente após comunicação do abandono da unidade policial ao delegado geral, João Alves de Albuquerque, o delegado seccional por telefone, determinou que outra autoridade policial se deslocasse à cidade de Pombal para confecção dos flagrantes”, explicou a presidente.
COINCIDÊNCIA OU ASSÉDIO?
Segundo denúncia, após a visita da ASPOL, foram realizadas diversas reuniões com a equipe de investigadores, onde era questionado qual dos policiais havia denunciado a ausência de delegados no plantão à Associação.
Será uma mera coincidência a transferência dos servidores que estavam nos dias em que a ASPOL verificou tais problemas? Esse tipo de postura não é profissional. Inquirir os policiais dessa forma, inclusive prejudicando-os financeiramente e desestabilizando a vida emocional e profissional, mostra que tipo de gestão os policiais civis estão enfrentando. A ASPOL/PB reafirma, não houve denúncia, mas sim uma visita de rotina”, ressaltou Suana.
O gestor está mais preocupado em saber quem apontou suas falhas do que em resolvê-las. Essas transferências contrariam os relevantes trabalhos executados pelos investigadores na cidade de Pombal e cidades circunvizinhas”, completou o vice-presidente Valdeci Feliciano, que destaca que outras denúncias podem ser realizadas através da ouvidoria no site da Aspol.
NOVA PORTARIA, FRÁGEIS ARGUMENTOS
Na tarde da última sexta-feira (30), a Delegacia Geral de Polícia Civil publicou uma nova portaria “POR INCORREÇÃO”, tratando mais uma vez da transferência de servidores, na qual elenca as considerações para o ato.
Segundo o documento, as transferências foram solicitadas via ofício pelo gestor da região. Para a retirada injustificada dos policiais de sua unidade foram levados em consideração aspectos subjetivos e contraditórios, como ‘incompatibilidade de comportamento’, ou mesmo 'necessidade de redução dos indicadores de violência'. Mas por incrível que pareça, um dos servidores foi retirado da região de Sousa, que apresenta números preocupantes de homicídios e de roubos, para ser colocado em Princesa Isabel, que tem índices com padrão internacional”, questionou a presidente Suana.
A diretoria da ASPOL ainda comunica que a Assessoria Jurídica da ASPOL está agindo para reverter esses atos.
Atitudes parciais, protecionistas e corporativistas, no mau sentido, só prejudicam a imagem da Polícia Civil, que deveria valorizar a meritocracia e os resultados obtidos por aqueles que executam as atividades de investigação para o bem da sociedade e repressão qualificada da violência”, finalizou
(ASSESSORIA)

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