segunda-feira, 24 de julho de 2017

“TUDO É POSSÍVEL, SE NECESSÁRIO”, DISSE MEIRELLES SOBRE NOVOS AUMENTOS DE IMPOSTOS

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (24/07) que a inflação terá "algum impacto" da alta de impostos anunciada na semana passada.
Mas, segundo ele, esse efeito não será preocupante.

Questionado se o governo poderá fazer novos aumentos de impostos, ele disse que não há discussão no momento, mas "tudo é possível, se necessário."
O governo anunciou na última quinta-feira (20) o aumento do PIS e Cofins para o combustível e o contingenciamento de R$ 5,9 bilhões do orçamento.
As medidas foram tomadas para viabilizar que o governo cumpra a meta fiscal, de déficit de R$ 139 bilhões.
Sem essas medidas, o rombo fiscal deveria ser maior.
Segundo o ministro, todas as medidas podem ser avaliadas, dependendo dos fatos e dos impactos econômicos.
Nesta segunda-feira, o ministério do Planejamento afirmou que poderá lançar um programa de demissão voluntária (PDV) para servidores públicos do Executivo.
"Estamos trabalhando em concretizar novas receitas", afirmou o ministro, em São Paulo.
Entre as novas receitas que entrarão no caixa do governo, Meirelles citou o pagamento antecipado da outorga do aeroporto do Galeão e a liberação para a União dos depósitos judiciais da Caixa Econômica Federal.
Meirelles ainda disse que o momento favoreceu a decisão de elevar impostos, já que a inflação está abaixo da meta.
"Não faríamos isso o ano passado, mesmo se fosse necessário. Hoje tem espaço", afirmou.
REFIS GENEROSO
Meirelles voltou a criticar o Refis, programa que permite que contribuintes com dívidas na Receita Federal parcelem seus débitos e regularizem sua situação.
O ministro disse que vai lutar contra a definição de um programa muito generoso com os devedores, para evitar que a perda fiscal seja grande.
Em evento no Rio de Janeiro há 10 dias, Meirelles disse que o Refis beneficia o mau pagador.
"É importante que o projeto não seja tão generoso que incentive as empresas a não pagar imposto: 'ah não, vamos deixar de pagar e vamos esperar o próximo' porque passa a ser mais negócio não pagar. Portanto, premiando o mau pagador", afirmou, na ocasião.
(Por Luisa Melo, G1)

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