terça-feira, 26 de setembro de 2017

"ASSUNTO DELICADO": IPC REALIZA COM SUCESSO I FÓRUM DE PREVENÇÃO E DE COMBATE AO SUICÍDIO

Suicídio é um assunto que se fala pouco, mas muitos são os casos em que as pessoas tiram a própria vida.
Os números só aumentam.
É quase um tabu se falar sobre este assunto.
Fora as doenças, no Brasil, o índice perde apenas para homicídios e acidentes de trânsito.

Com o objetivo de mobilizar a sociedade civil e promover ações de combate ao suicídio desde 2014, no mês de setembro, acontece mundialmente a Campanha Setembro Amarelo.

Por isso IPC realizou no dia 23, no auditório do Núcleo de Polícia Científica de Campina Grande, o I Fórum de Prevenção e de Combate ao Suicídio*.
Na ocasião os especialistas apresentaram a casuística mundial e na região de Campina Grande.
Segundo o Perito Oficial Criminal, Renê Brito, em 2017 houve um aumento significativo no número de suicídios em comparação com 2016 em Campina Grande.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstram que no Brasil 12 mil suicídios aconteçam por ano, enquanto no mundo são mais de 800 mil ocorrências, isto é, uma morte por suicídio a cada 40 segundos.
Ainda estima-se que para cada morte existem 26 tentativas.
O Perito Oficial Criminal Maxwell Dias discutiu a perícia em local de suicídio exemplificando o desafio da perícia na revelação dos casos.

Já a Perita Oficial Químico Legal, Idylla Tavares, descreveu casos mundiais e locais sobre o uso de substâncias tóxicas que são utilizadas de forma individual ou coletiva para fins de suicídio.
A psiquiatra Tatiana Almeida alertou para responsabilidade dos profissionais de saúde e da sociedade que devem estar preparados para reconhecer indivíduos em situações de risco promovendo meios de prevenir a consumação do ato.

Um voluntário relatou o trabalho do CVV no atendimento de pessoas que procuram o serviço muitas vezes já nos momentos finais de suas vidas em busca de alguém que possa ouvi-las.
Já o médico, Rivaldo Junior, alertou para a alta incidência de suicídios entre a população transgênero e sua relação com a exclusão social sofrida por esse grupo.
Por fim, o psicólogo Luciano Edgley chamou atenção sobre a importância da família na construção psicológica do indivíduo que deve prepará-lo desde criança para  superar as frustrações ao longo da vida.

*O evento foi promovido pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) em parceria com a Federação Internacional de Alunos de Medicina da Unifacisa (IFSMA - FCM-CG).
(Redação com informações da assessoria)

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