sexta-feira, 15 de setembro de 2017

MINISTÉRIO DA SAÚDE ESTUDA TIRAR INSULINA DO "FARMÁCIA POPULAR". ENTENDA

O Ministério da Saúde estuda retirar a insulina do "Aqui Tem Farmácia Popular", caso o preço pago pelo produto não seja reduzido.
De acordo com informações do portal Estadão, a medida faz parte de uma estratégia para restringir o orçamento do programa, que beneficia mensalmente uma média de 9,8 milhões de pessoas. 

Pela proposta, que o jornal teve acesso, a distribuição do produto passará a ser feita somente nos postos de saúde básica caso não haja redução nos valores pagos pelo Ministério da Saúde às farmácias.
O representante da pasta, o ministro Ricardo Barros, afirma que o Ministério da Saúde paga pela unidade do produto distribuída no Farmácia Popular "27,50 reais", quase três vezes mais do que é desembolsado para o produto distribuído na rede pública, cerca de "10,00 reais".
Estimativas de mercado indicam que 30% do acesso à insulina no Brasil é feito por meio das farmácias credenciadas ao programa. 
Em entrevista ao Estadão, o ministro afirmou que a insulina será mantida “desde que não onere os recursos públicos.”
Ainda conforme a reportagem, pela proposta feita pelo ministério, caso não haja entendimento, a insulina deixaria de ser distribuída no “Aqui Tem Farmácia Popular” a partir de 1º de janeiro de 2018.
Procurado, no entanto, o ministério disse não haver data definida.
PROGRAMA “AQUI TEM FARMÁCIA POPULAR”
Estão incluídos no “Aqui Tem Farmácia Popular” 42 produtos. 
Do total, 26 medicamentos (para o tratamento de hipertensão, diabetes e asma) são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos pacientes de forma gratuita.
Para os demais produtos, os descontos chegam a 90%.
Atualmente, o investimento no programa é de "2,6 bilhões de reais". 
Caso nenhuma mudança seja feita, o governo estima que, para 2018, o “Farmácia Popular” exigiria "3 bilhões de reais".
A proposta de Barros é reduzir a base de cálculo dos remédios, o que, a princípio, traria uma economia de "750 milhões de reais".
Estimativas de mercado indicam que 30% do acesso à insulina no Brasil é feito por meio das farmácias credenciadas ao programa.
A proposta, no entanto, provocou uma forte reação do setor produtivo, que ameaça sair do programa.
(O Povo)

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