terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ASSOCIAÇÃO DE POLICIAS SE REÚNE EM CAMPINA PARA AVALIAR PROJETO DE LEI APROVADO NA ASSEMBLEIA QUE PREJUDICOU CATEGORIAS

Nesta terça-feira (12/12), às 15h00, na sede da OAB em Campina Grande a diretoria da ASPOL – Associação  dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba se reúne com a categoria para traçar planos e estratégias diante do que aconteceu na assembleia legislativa por ocasião da aprovação do Projeto de Lei 1.664/2017 que tratou de promoções, acumulações de delegacias e plantões extraordinários.

O texto aprovado durante sessão do dia 5 na Assembleia Legislativa contém vários pontos que beneficiam apenas um pequeno grupo da Polícia Civil”, disse Suana Melo, presidente da ASPOL.
Ela exemplificou que “um remanejamento aumentou de 60 para 120 o número de vagas da classe especial apenas para delegados. A lei aprovada ainda traz outros pontos que comprometem a transparência e a justiça de atos administrativos, aumentando a sensação de que existem tratamentos diferentes para as categorias que compõem o Grupo Polícia Civil”.
Ou seja: como se não bastassem as constantes e intermináveis posturas anti-policiais de parte da sociedade, agora a própria polícia cuida de dividir a própria polícia.
Delegados num canto e as demais categorias sem apoio algum, a não ser da ASPOL - Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba.
Trataram os investigadores criminais, ou agentes de investigação como algo simplesmente descartável.
O resultado é  uma categoria revoltada e desestimulada.
Suana explicou que durante três semanas, a ASPOL, o Sindicato dos Peritos Oficiais - SINDPERITOS, da Associação dos Servidores da Polícia Científica - ASPOCEP e a Associação dos Técnicos em Perícia e Necrotomistas – ATENEPOL, que representam 87% da Polícia Civil, acompanharam as discussões e informaram aos deputados sobre os reais objetivos do projeto de lei, mas apenas uma das cinco emendas apresentadas pelas entidades representativas foi aprovada.
Essa emenda, que chamamos de EMENDA DA TRANSPARÊNCIA, tem como objetivo de dar publicidade às escalas de plantão, apesar de isso já ser um princípio da administração pública, atualmente não há constância nem padrões para essas publicações em todo o Estado”, disse.
Já Valdeci Feliciano, vice-presidente da ASPOL, frisou que “existem policiais que estão há um ano trabalhando em mais de uma cidade sem receber indenização por essas acumulações, que praticamente só tem ocorrido para os delegados. Esperamos que a Delegacia Geral cumpra com o que foi acordado com a Secretaria de Administração, Livânia Farias, com publicações mensais, respeitando todos os cargos que compõem a Polícia Civil, sem privilégios”.

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