domingo, 18 de março de 2018

ADVOGADAS FAZEM FORÇA-TAREFA CONTRA POSTS FALSOS SOBRE MARIELLE NA WEB


*Grupo voluntário já recebeu mais de dois mil e-mails com denúncias.
*Objetivo é levar casos à Polícia Civil e à Justiça.
*Colega de partido diz que 'sujeiras' são como 'um segundo atentado'

A morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, na última quarta-feira (14/03), no Centro do Rio, desencadeou homenagens emocionadas em redes sociais, mas também posts e textos que criticam a atuação de Marielle como ativista de direitos humanos e até informações falsas que a vinculam ao tráfico de drogas.
Por isso, um grupo de advogadas começou na última quinta-feira (15) a rastrear o material calunioso e já recebeu mais de 2 mil denúncias por e-mail.
O objetivo é enviar todos os casos com autores identificados para investigação na Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) da Polícia Civil ou para retratação pública na Justiça. Segundo Tarcísio Motta, vereador e colega de Marielle na bancada do PSOL na Câmara do Rio, é necessário responsabilizar os que estão propagando discurso de ódio e reproduzindo ou criando notícias falsas que atentem contra a honra da ex-vereadora.
As denúncias podem ser recebidas no e-mail: contato@ejsadvogadas.com.br
"Na hora que a gente vê o que se espalha hoje, é como se fosse uma segunda morte, um segundo atentado", desabafou Tarcísio.
"O objetivo é que a gente consiga processar todos que tiverem cometido de fato difamação, calúnia, para que essas pessoas possam se retratar. Que a gente não deixe que a memória da Marielle, no sentido da execução deste crime político, seja invertida para algo absurdo como esse ódio destilado na internet está tentando fazer com ela agora", afirmou o vereador ao G1.
Tarcísio se emocionou ao lembrar de quando dividiu a campanha para vereador em 2016 com Marielle, a quem chamou de 'amiga-irmã'.
Os dois terminaram eleitos.
"Nós disputávamos a mesma vaga, dividimos a mesma banquinha, o mesmo comitê de campanha, porque não tínhamos muito dinheiro e porque precisávamos ajudar um ao outro”.
(Por Henrique Coelho, G1 Rio)

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