terça-feira, 20 de março de 2018

PRESO O MANDANTE DA MORTE DE ESCRIVÃO DA POLÍCIA CIVIL; SAIBA OS MOTIVOS. EXECUTORES ESTÃO PRESOS


(Atualizado)
Ao meio-dia desta terça-feira (20/03) Policiais civis prenderam em João Pessoa, no Bairro Funcionários, o acusado de ser o autor intelectual da morte do escrivão da PC Marcos Antônio Rosas.

O crime ocorreu na noite de 03 de outubro de 2016 em Arara, no Curimataú.
("Nego pó")
Contra Alif Ghemerson Oliveira da Silva, o “nego pó”, de 24 anos, foram cumpridos Mandados de Prisão oriundos das Comarcas de Arara e Solânea.
Em poder do acusado foi apreendida uma pistola “.40” e munições de espingarda calibre “12”.
A captura dele foi uma ação da Delegacia de Homicídios de João Pessoa.
As investigações do caso foram da 21ªDSPC.
A mulher de “nego pó”, Bruna Raissa, de 23, também foi presa, pois havia um Mandado de uma das Comarcas por associação ao tráfico.
O delegado Luciano Soares, chefe da 2ªSRPC disse ao renatodiniz.com que “Marcos estava em Arara havia poucos meses e estava investigando o tráfico de droga na região, juntamente com a equipe de lá. Era ‘tolerância zero’. Inclusive os homicídios ocorridos em decorrências do tráfico. Diante dessas investigações algumas pessoas já tinham sido presas e menores também tinham sido apreendidos”.
Essa investida contra o tráfico estava incomodando e causando estrago aos negócios dos traficantes.

O ‘nego pó’ estava preso em João Pessoa, assim como o pai dele (que é o ‘coroa’ – que comanda o tráfico), e eles estavam tendo prejuízos em suas atividades. Celulares foram apreendidos e mensagens nestes aparelhos apontavam o envolvimento de ‘nego pó’ em Arara e cidades vizinhas, como Solânea, por exemplo. Isso incomodou”, contou o superintende.
Luciano Soares acrescentou que “ele, ‘nego pó’, orquestrou a morte do Marcos. Inclusive em um dos celulares apreendidos tem uma postagem dele mostrando uma foto das armas que seriam enviadas para o pessoal cometer homicídio contra o policial. Essas armas foram apreendidas com os executores (acusados) que foram presos logo após o crime e isto vincula o ‘nego pó’ ao homicídio”.
O que causou surpresa é que três meses após o crime do PC, mesmo com tantas evidências, o acusado foi posto em liberdade por decisão judicial.
A polícia civil (21ªDSPC) não desistiu e nesse “intervalo” “nego pó” obteve mais dois Mandados de Prisão.
De acordo com o delegado Diógenes Fernandes, a polícia suspeita de que ele seja responsável por cerca de 20 execuções de devedores do tráfico nas cidades de Arara, Cacimba de Dentro e Solânea entre os anos de 2014 e 2017.
Os executores que foram enviados para esta região foram todos presos”, informou o delegado.
‘Nego pó’ morava em apartamento e tentava comandar o tráfico de longe”.
Nove pessoas acabaram indiciadas pela morte de Marcos.
Em relação mulher do acusado foram comprovados vários depósitos em conta, mostrando a sua associação com a atividade criminosa do marido.
O CRIME DO ESCRIVÃO
(Escrivão Marcos Rosas)
Marcos Antônio Rosas, de 60 anos, foi morto a tiros quando participava das comemorações da festa do prefeito eleito de Arara, no Curimataú.
O crime ocorreu numa das principais ruas do Centro por volta das 21h00.
Ele se divertia com amigos e familiares quando dois homens numa moto chegaram e sem dirigir uma só palavra, foram logo atirando.
“Marcos Rosas” morreu na hora vítima de dez disparos.
Havia um terceiro acusado.
Outras quatro pessoas que foram atingidas pelos disparos, foram socorridas para o Hospital de Trauma, porém sem gravidade.
O policial morto trabalhava em Arara.
Quinze equipes da polícia civil com apoio da PM foram mobilizadas para a captura dos acusados.
A região de Arara foi praticamente toda vasculhada.
Já na madruga da terça-feira (04 de outubro), por volta das 04h00, num sítio em Cacimba de Dentro, na mesma região, a polícia localizou uma casa onde estavam os acusados.
Houve troca de tiros e um deles morreu.
Cinco pessoas foram presas.
A polícia encontrou  armas no local.
Entre os presos estavam dois que participaram da execução do escrivão.
Todos foram levados para Solânea.
O terceiro envolvido foi justamente o que acabou morto na troca de tiros.
Parte era de João Pessoa.
Três revólveres foram aprendidos.
O morto foi identificado como Cláudio Roberto, de 16 anos.
Foram presos: Pedro da Silva, Pedro Felinto e Adriano Fidelis.

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