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quarta-feira, 1 de junho de 2016

QUEDA DE BRAÇOS: OS AGENTES PENITENCIÁRIOS “ENXERIDOS”, UM AGENTE PENITENCIÁRIO TETRAPLÉGICO E UM ÁUDIO QUE VAZOU

O sistema prisional na Paraíba vai evitando se deixar comparar com os sistemas abomináveis do Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte, por exemplo.
Graças a um monte de agentes “enxeridos” (como bem rotulou Luís Torres, secretário de comunicação do estado) que mantêm a lei e ordem nas masmorras espalhadas pela Paraíba.

As prisões paraibanas são verdadeiros barris de pólvora prontos para explodir, mas aqui e ali, graças aos “enxeridos”, a explosão ainda não aconteceu em sua totalidade.
O termo "enxeridos" foi usado pelo secretário diante da ameaça de paralisação dos agentes da Paraíba.
O áudio  vazou e causou um reboliço danado.
Os agentes penitenciários estão em “pé de guerra” com o governo em busca de aumento salarial, melhores condições e outros benefícios.
O governo já sinalizou, segundo Luís Torres, que não vai ceder a qualquer “movimentozinho dos enxeridos”.
Essa queda de braços se transformou num prato cheio para quem adora meter a lenha em Ricardo Coutinho, um prato cheio para quem quer tirar proveito político, um prato cheio para quem quer agradar ao governador e uma situação vexatória para os agentes penitenciários honestos e cumpridores do seu dever.
Nos grupos do whatsapp “é pau pra comer sabão e pau pra saber que sabão não se come”.
O governo tem uma linha de defesa que vai de ótimos guardiões e auxiliares a um monte de bajuladores que em nada acrescenta, só atrapalha.
Todo governo é assim.
A oposição tem um monte de gente séria analisando a situação com cautela e responsabilidade, mas tem também uma “leva” de oportunistas que chama atenção pela inércia e desconhecimento.
Toda oposição é assim.
A perspectiva é de que tudo seja contornado.
Mas diante de notas de repúdio e de solidariedade resta dizer que a falta de diálogo saiu vencendo e impondo constrangimentos.
Para evitar esse disse-me-disse interminável, Torres gravou um áudio em que deixa claro seu respeito aos agentes penitenciários e tenta evitar criar uma situação de distanciamento entre a Granja Santana e a Associação dos Agentes Penitenciários da Paraíba.
(Por Renato Diniz)
Tudo isso aconteceu praticamente no mesmo dia em que o diretor da cadeia pública de Solânea, Alberto de França Costa, foi diagnosticado tetraplégico.
A informação foi confirmada pelo  neurocirurgião do Hospital de Trauma de Campina Grande, Marcos Wagner.
O agente penitenciário foi baleado no pescoço na noite de domingo (22/05), quando participava de uma festa em Solânea, no Brejo do estado.
“No momento podemos dizer que Alberto está tetraplégico. Ele teve um leve reflexo no braço direito, mas ainda é cedo para dizer se são os movimentos que estão voltando. A lesão é muito grave e afetou todo o movimento dos membros inferiores e superiores. Ele está respirando pelo abdômen. O caso do paciente é muito semelhante ao do Christopher Reeve, o ator famoso por interpretar o Super Homem”, comentou o neurocirurgião.
O CASO
Um jovem foi preso suspeito de ter dado fuga ao atirador, que está foragido. O delegado Diógenes Fernandes, da 21ª Seccional de Polícia Civil de Solânea, concluiu que a ordem para executar o diretor veio de dentro da cadeia que a vítima administrava. 
Dois apenados foram identificados e indiciados.
“Foram cinco pessoas envolvidas no crime. Dois apenados ( que ordenaram a execução), um menor que mostrou o alvo, o rapaz que deu fuga – que responde por homicídio – e o executor. Os detentos e o rapaz da fuga foram levados para o PB1, em João Pessoa, o menor foi liberado pelo Ministério Público e o atirador está foragido”, disse o delegado.
(Portal Correio)

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