terça-feira, 9 de maio de 2017

“NENHUM DIREITO A MENOS” SERÁ TEMA DA 4ª FEIRA AGROECOLÓGICA E CULTURAL DA JUVENTUDE CAMPONESA DO POLO DA BORBOREMA, EM ESPERANÇA

A Comissão de Jovens do Polo da Borborema, uma articulação de 14 sindicatos rurais da região da Borborema, realizará no próximo dia 19 de maio, sexta-feira, à partir das 8h00, a 4ª Feira Agroecológica e Cultural da Juventude Camponesa.

Esta edição da feira acontecerá no município de Esperança, na Praça Getúlio Vargas, em frente a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Conselho, no centro, e reunirá aproximadamente 150 jovens vindos de 14 municípios da Borborema.
As Feiras Agroecológicas e Culturais da Juventude Camponesa tem como objetivos dar visibilidade ao trabalho e à produção dos jovens agricultores; Afirmar para a cidade a importância da agricultura familiar e da agroecologia para a produção de alimentos; Fortalecer a cultura camponesa e seu modo de vida e ainda servir como laboratório para os jovens na arte de comercializar.

As três primeiras edições aconteceram em 2016 em Massaranduba, Remígio e Areial.
A Feira também é organizada pela EcoBorborema, associação que reúne os feirantes da rede de 12 Feiras Agroecológicas do território de atuação do Polo da Borborema (municípios de Queimadas, Alagoa Nova, Esperança, Areial, Arara, Casserengue, Solânea, Massaranduba, Remígio, Lagoa Seca e Campina Grande – este com duas feiras).
A 4ª Feira Agroecológica e Cultural da Juventude Camponesa terá como tema “Nenhum Direito a Menos” e tratará sobre as ameaças aos direitos e garantias conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras, trazidas pelas propostas das reformas da previdência e trabalhista que estão em discussão no Congresso Nacional.
Dois pontos que são bastante criticados são o fim da categoria de Segurado Especial para os camponeses dentro do sistema de seguridade social, que teriam que pagar para terem direito a qualquer benefício, o que na prática, significa o fim da aposentadoria rural.
Outra proposta de regulação do trabalho rural propõe que o pagamento de salário a trabalhadores do campo possa ser feitos com comida e moradia. 
Durante a feira, os jovens manifestarão sua indignação contra estas reformas, reafirmando a sua disposição de seguir organizando lutas pela permanência dos direitos já conquistados.
(Assessoria)

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