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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

CRIME DE SELMINHO NO CATOLÉ: POLÍCIA AINDA SEM PISTAS DOS ACUSADOS; "ELE ERA UM RAPAZ QUE QUERIA SER TEMIDO, POIS QUERIA SER VALORIZADO E RESPEITADO”, DIZ DELEGADA

(Tatiana Barros investiga o crime)
A polícia civil ainda não tem pistas dois homens que assassinaram na noite do último sábado (12/09), em Campina Grande, Francisco Anselmo Gonçalves da Silva, de 18 anos.
“Selminho”, como ele era conhecido, foi morto com vários tiros na “feirinha do Catolé.
Nesta segunda-feira (14), a delegada Tatiana Barros concedeu entrevista a Patrulha da Cidade/TV Borborema e falou sobre o caso.
“O Anselmo,  apesar da pouca idade, já tinha envolvimento em diversas atividades ilícitas. Até mesmo quando era menor. Então, infelizmente, é uma vítima que tem várias vertentes de investigação pela quantidade de inimigos que ele angariou. Era um rapaz que fazia questão de estar envolvido em atividades ilícitas, queria ser temido, pois ele achava que sendo temido, seria respeitado e valorizado”.
Tatiana Barros contou ainda que “uma vez aqui na delegacia, quando ele foi ouvido em um procedimento, eu disse que ele deveria tomar cuidado, pois ou ele iria terminar preso, ou terminaria morto”.
A delegada enfatizou também que “esse, infelizmente, é o grande fim desses nossos jovens que abarcam o mundo do crime como se fosse algo de ‘status’ positivo. E não é. A grande maioria dos nossos jovens, antes dos 25 anos, ou vai preso, ou morre”.
Sobre como aconteceu o crime de “selminho”, na noite do sábado, a policial informou que “nós conversamos com os parentes e alguns amigos. Na noite anterior Anselmo arrumou uma briga num bar local. No dia do crime ele foi para uma festa num local conhecido como ‘inferninho’, em Bodocongó. No local arrumou uma briga também. Quando saiu da festa ele cometeu um roubo de moto (uma Fenix de cor vermelha que já foi devolvida) e foi para casa como se nada tivesse acontecido. E quando estava conversando com alguns amigos, na feirinha, chegaram duas pessoas: uma ficou na moto e a outra desceu do veículo e cometeu o crime”.
Tatiana Barros finalizou acrescentando que “o Anselmo tinha um histórico muito negativo. A família dele é de pessoas boas, trabalhadoras e decentes. Só ele, tinha desvirtuado”.

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