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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

LUTO PARAÍBA: QUANTOS POLICIAIS TÊM QUE MORRER PARA VOCÊ REFORÇAR ESTA CAMPANHA?

Saulo Nunes
Paraíba em QAP
Paraíba em QAP faz um ‘apelo’ aos profissionais de segurança pública e privada que leem este artigo: se alguém vos disser que “ser assassinado em razão da profissão é um risco inerente ao ofício”, refutem.
Discordem.
Essa tese é mentirosa.
Maliciosa.
Covarde.
Exemplos? Os profissionais do SAMU (pelo menos em Campina Grande) só se deslocam a ocorrências envolvendo disparos de arma de fogo se a polícia for junto.
E estão corretos.
A profissão de socorrista tem seus riscos, mas não é ‘normal’ ser assassinado por isso.
A maioria dos professores e diretores de escolas (públicas, principalmente) fecha os olhos para o tráfico de drogas que corre solto DENTRO das unidades escolares.
Temem represálias.
Não querem ‘se envolver nisso’.
Combater o crime nos locais de trabalho deveria ser visto como “risco da profissão” (afinal, a autoridade em sala de aula é o professor). 
A Lei da Execução Penal (por exemplo) diz que juízes e promotores de justiça devem visitar presídios periodicamente. Alguns nem pisam lá.
Outros cumprem o que diz a lei.
Mas com uma condição: acompanhados da Tropa de Choque da PM.
Em outras palavras, “risco [minimizado] da profissão”.
Muitos jornalistas têm medo de denunciar casos ‘flagrantes’ de corrupção e outros crimes.
Eles podem ser vítimas de ‘pistolagem’. Ora, mas não caberia aí o tal “risco inerente à profissão”?
LAVAGEM CEREBRAL
No Brasil, convencionou-se apelidar de “risco da profissão” o assassinato de profissionais de segurança pública.
É como se, uma vez sabendo dos riscos, o policial não tivesse muito do que reclamar.
Não comunguemos desse absurdo.
Tomemos como exemplos os socorristas, professores, promotores, juízes, jornalistas...
A noite dessa quinta-feira, 4 de fevereiro, a Paraíba viu tombar mais um policial em serviço.
O tenente/PM Ulysses foi alvejado quando fazia um levantamento de informações em João Pessoa, com outros colegas de farda. Estava à paisana, mas ao que tudo indica, foi reconhecido como policial.
E assassinado por isso.
Já dissemos outras vezes e repetiremos o quanto achamos necessário: bastaria um deputado executado por mês, em razão da profissão que escolheu, para este país rasgar a Constituição Federal e criar um mundo novo e belo.
Lutemos.
Avancemos.
Ocupemos as casas legislativas.
Busquemos nossa segurança jurídica.
A maioria dos países minimamente civilizados adota pena de morte ou prisão perpétua para quem mata qualquer cidadão (não apenas policial).
Não nos rendamos às teorias esquizofrênicas do Brasil.
Matar policiais em razão da profissão NÃO É ‘normal’.

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