segunda-feira, 21 de agosto de 2017

CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA SE ALASTRA PELAS CAPITAIS DO PAÍS

A escalada dos homicídios no Brasil, que subiram 6,8% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período em 2015, reflete a grave crise de segurança pública pela qual passam alguns dos principais centros urbanos do País.

Com 2.976 crimes contra a vida no primeiro semestre, o Rio de Janeiro vive a crise com maior destaque no País atualmente.
Se não é o maior aumento (14,2%) entre os Estados, a violência no Estado assume contornos de guerra com recorrentes mortes por balas perdidas, uso de fuzis, execuções de policiais e execuções por policiais.
A situação levou o governo federal a desenvolver um plano específico para a capital fluminense, deslocando 8,5 mil agentes das Forças Armadas. 
Em nota, o secretário de Segurança, Roberto Sá, disse reiterar a “importância da mudança das leis criminais para reverter o quadro de banalização do crime”.
No Rio Grande do Norte, nem o reforço de 23 agentes da Força Nacional para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil potiguar conseguiu representar um avanço efetivo no combate ao alto número de homicídios no Estado: 1.466 assassinatos do começo do ano até o início de agosto, ante 1.181 no mesmo período do ano passado. 
Quase 1,5 mil inquéritos tramitam atualmente na Divisão.
O Rio Grande do Norte assistiu no começo do ano a um massacre na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, onde 26 detentos morreram. 
Era o estopim de um conflito que se desenhava desde 2016 entre integrantes do PCC e do Sindicato do Crime, facção local. 
A disputa é apontada como um dos fatores para a manutenção do clima de violência no Estado. 
O governo do Estado afirmou estar investindo cerca de "77 milhões de reais" em ações na área da segurança.
Já o Espírito Santo desenvolvia com relativo sucesso uma política que conseguia reduzir as taxas de homicídio, tirando o Estado da lista dos mais violentos, onde figurou por anos. 
A paralisação dos serviços da Polícia Militar em fevereiro, no entanto, afetou a política e reverteu o quadro: de 759 casos em oito meses, passou para 948 no mesmo período deste ano.
O resultado do ano está comprometido por fevereiro. Mas estamos trabalhando para tentar minimizar as consequências da paralisação e chegar a um resultado positivo em breve”, disse o secretário de Segurança, André Garcia.
Já o Ceará teve um dos maiores aumentos semestrais do País, que é explicado, em parte, pelas brigas entre facções por território de venda de drogas. 
Precisamos combater isso com políticas públicas de educação”, disse a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Fortaleza, vereadora Larissa Gaspar (PPL). 
Para ela a defesa da vida tem de ser levada em conta pela Segurança Pública com “adoção de geração de emprego e renda”.
O secretário de segurança, André Costa, diz que os índices são altos e preocupam. 
Estamos em alerta, mas estimulados e trabalhando muito para melhorar e reduzir o número de vítimas da violência”, diz, lembrando que mais 1.400 candidatos do último concurso da Polícia Militar foram chamados no começo do mês e outros 2.800 já estão em treinamento.
SÃO PAULO
Não é sempre que se vê São Paulo aparecer na lista dos que aumentaram os crimes contra a vida. 
O Estado viu os homicídios dolosos reduzirem aos patamares mais baixos desde que começou a registrar esse tipo de estatística. 
Uma particularidade, no entanto, ajuda a explicar a elevação nas cidades paulistas no primeiro semestre deste ano: os latrocínios.
Os roubos seguidos de morte, na contramão dos homicídios, estão no nível mais elevado desde 2003, fazendo o Estado chegar no primeiro semestre a 1.998 vítimas, ante 1.947 no mesmo período do ano passado – um aumento de 2,62%.
A Secretaria da Segurança informou ao Estado que realiza operações para combater crimes contra o patrimônio, “que são aqueles que originam as ocorrências de latrocínio”. 
São Paulo tem a menor taxa de homicídios do Brasil. As políticas públicas de combate aos crimes contra a vida permitiram que o Estado atingisse o índice de 7,86 casos por 100 mil habitantes”.
(Marco Antônio Carvalho, Lauriberto Pompeu e Ricardo Araújo, O Estado de S. Paulo)

3 comentários:

  1. FÁCIL DE RESOLVER ISSO,PESQUISEM NO GOOGLE SOBRE " ASSEPSIA CINGAPURA ".

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  2. E quem seria o Militar Lee Kuan Yew daqui? O Bosonaro?

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  3. PODERIA SER QUALQUER,DESDE QUE FOSSE MILITAR E COM CORAGEM SUFICIENTE PRA FAZER...MAS ISSO ESTÁ MUITO DISTANTE DA NOSSA REALIDADE INFELIZMENTE...

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