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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

ESTUDANTES CRIAM APP DE GESTÃO DE DETENTOS PREMIADO POR MINISTÉRIO; APLICATIVO OFERECE UM RESUMO DO PERFIL DO PRESIDIÁRIO

Estudantes de uma faculdade de Campina Grande foram premiados pelo Ministério das Comunicações pelo desenvolvimento de um aplicativo de gerenciamento prisional de detentos.
O Siscap Mobile foi um dos cem projetos inéditos e originais premiados no concurso INOVApps 2015 e vai receber uma premiação de R$ 50 mil.
O aplicativo foi criado para smartphones com o sistema operacional Android.
A competição INOVApps acontece anualmente e tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento de aplicativos de interesse público para dispositivos móveis e TVs digitais conectadas.
E este ano a competição recebeu 2,5 mil inscritos de todo o Brasil e o projeto dos estudantes de Campina ficou na 89ª colocação.
A cerimônia de premiação acontece quinta-feira (17/12).
Os estudantes Egydio Gomes, Jeferson Santos e Renan Mendes cursam Análise e Desenvolvimento de Sistemas na faculdade Maurício de Nassau em Campina Grande.
De acordo com eles o aplicativo tem como objetivo oferecer à unidade prisional ou à polícia um resumo do perfil do presidiário. “Resumir e relacionar as características e pontos importantes no perfil do presidiário em um único ambiente virtual para facilitar a identificação e melhoramento do serviço de segurança”, explica Egydio Gomes.
Através do Siscap Mobile é possível agrupar e sintetizar todas as informações dos apenados de uma unidade, através de imagens, impressões digitais, sinais característicos, vínculos familiares e sociais, dentre outras informações, permitindo o compartilhamento atualizado e instantâneo das informações prisionais entre vários órgãos públicos, como as polícias e os órgãos jurídicos, o que dá mais segurança ao sistema penitenciário.
O aplicativo já está sendo utilizado há dois anos na versão de software para computador desktop na Penitenciária Regional Padrão de Campina Grande.
A captura de registros é feita através de QRCode em concordância com a versão desktop.
“É um software específico que funciona como um banco de dados integrando todas as informações disponíveis sobre os presidiários. O programa está pronto e em pleno funcionamento, mas só funciona aqui”, explica Egydio Gomes.
De acordo com Jeferson Santos, o grupo sentiu necessidade de profissionalizar as atividades e criou uma empresa para o desenvolvimento de software, que já funciona com esse e outros projetos.
“A premiação de R$ 50 mil em dinheiro vai possibilitar investir nos negócios de tecnologia da empresa, além da possibilidade de desenvolver testes e análises em sistemas prisionais em todo o Brasil através do Ministério das Comunicações”, diz.
Ainda segundo os estudantes o aplicativo ainda não está disponível para download.
A princípio ele vai ser lançado em versão apenas para android, mas há pretensão de expansão para outras plataformas.
(Everton David G1 PB)

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