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sábado, 9 de abril de 2016

DELEGADO ESPECIAL INVESTIGA MORTE DO PRESIDENTE DO PT DE MOGEIRO

A secretaria de Segurança e Defesa Social da Paraíba designou um delegado especial para investigar o assassinato de Ivanildo Francisco da Silva, 46 anos, que era presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) do município de Mogeiro, no Agreste.

Ivanildo que era suplente de vereador foi assassinado quarta-feira (06/04) por volta das 22h00, com um tiro de espingarda calibre “12” na cabeça na casa onde morava no assentamento “Padre João Maria”, em Mogeiro. 
O deputado estadual Frei Anastácio (PT) disse que Ivanildo foi executado na presença de uma filha de um ano e um mês, que passou a noite inteira ao lado do corpo, que só foi encontrado manhã da quinta-feira (07) na entrada da casa da vítima.
O parlamentar afirmou que não tem dúvidas de que Ivanildo foi mais uma vítima do latifúndio.
“Em outubro do ano passado, ele e outros cinco agricultores da fazenda ‘Salgadinho’, no município de Mogeiro, foram feridos a tiros de espingardas ‘12’ e revólveres ‘38’ por capangas pagos pelos proprietários da terra, quando realizavam um mutirão. Ivanildo era um homem da luta dos trabalhadores do campo e sempre estava dando apoio às ações realizadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT)”, destacou.
De acordo com Frei Anastácio, os sete capangas que feririam os trabalhadores foram presos pela polícia, mas eles pagaram fiança e estão respondendo os processos em liberdade.
“Essa é a principal suspeita que temos em relação ao assassinato de Ivanildo, que durante a investida dos capangas foi atingido por dois tiros a queima-roupa, mas escapou”, disse Frei Anastácio.
O deputado contou que Ivanildo estava só em casa, com a criança, porque a esposa dele havia ido dormir na casa do pai dela, em Mogeiro (como fazia sempre que ia assistir as missas na cidade durante a noite, para não ter que voltar altas horas para casa).
“Pela manhã, quando ela retornou, encontrou o marido morto e a filhinha suja de sangue chorando ao redor do corpo. Não temos nenhuma dúvida de que o crime foi encomendado. Espero que a Polícia Encontre logo os culpados. Não iremos nos calar enquanto a justiça não for feita”, destacou o deputado.
Ivanildo deixou seis filhos órfãos.
Cinco do primeiro casamento e a menina de um ano e um mês da segunda mulher que vivia com ele no assentamento.
(Redação com assessoria) 

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