domingo, 23 de setembro de 2018

ÁGUAS DO EIXO LESTE DA TRANSPOSIÇÃO VOLTAM A CHEGAR À PARAÍBA

O sistema de bombeamento do eixo leste do projeto de transposição das Águas do Rio São Francisco foi religado, após a execução de obras em Poções e Camalaú.

No município de Monteiro, segundo moradores da região, as águas chegaram nesta sexta-feira (21/09), com uma vazão maior. Segundo o coordenador do Dnocs na Paraíba, Alberto Gomes, os açudes de Poções e Boqueirão são os próximos a receberem as águas.
O desligamento começou de forma gradativa no dia 20 de março por uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF).
A recomendação pedia que a operação ficasse suspensa pelo período necessário para realização de intervenções nos açudes de Poções e Camalaú.
Segundo Alberto, a parte da obra executada para receber as águas já foi concluída e o religamento aconteceu na última terça-feira (18).
Restam apenas as obras complementares que não interferem no recebimento das águas.
"Em breve, a cidade que também deve receber as águas da transposição é Campina Grande, regularizando a entrada no açude Boqueirão para continuar a segurança hídrica na região", disse Alberto.
A previsão da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB) é que as águas cheguem em 20 dias ao açude Epitácio Pessoa.
ENTENDA O DESLIGAMENTO
No período em que os municípios abastecidos pelo açude Boqueirão estavam na iminência do colapso total de água, o Dnocs encontrou como solução imediata a execução de um canal escavado através dos vertedouros das barragens Poções e Camalaú, permitindo assim a passagem das águas do Rio São Francisco para Boqueirão em caráter provisório e emergencial.
Porém, de acordo com a coordenadora do grupo de trabalho da transposição do rio São Francisco na Paraíba, a procuradora Janaína Andrade, se os órgãos gestores da transposição pretendem garantir o fornecimento de água com segurança para as cidades, é indispensável a conclusão das obras nos açudes Poções e Camalaú.
Ainda conforme a coordenadora, “concluídas as tomadas de água complementar desses açudes, será possível verter para o rio Paraíba não somente as águas transpostas, mas também as águas das chuvas, que podem ser armazenadas nessas duas barragens. Assim, o MPF não pode admitir que os municípios que integram o eixo leste da transposição dependam unicamente de um bombeamento artificial sem uma reserva hídrica”.
O MPF em Monteiro entende que toda água advinda das chuvas até então escoou pelos ‘rasgos’ dos dois açudes, se dirigindo para Boqueirão.
Mantida essa situação, haverá mais prejuízos às populações de cidades como Monteiro, Sumé, Congo, São João do Cariri.
Em uma reunião, representantes do Dnocs, Agência Nacional das Águas (ANA), Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), além de membros da Secretaria de Recursos Hídricos da Paraíba, Ministério da Integração, Ministério Público Estadual (MPPB) e Ministério Público Federal (MPF) acordaram que o desligamento era necessário para a retomada das obras. Também estiveram na reunião representantes do Comitê de Bacia do Rio Paraíba, da Advocacia-Geral da União (AGU) e Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf).
(Do G1 PB)
Foto: Edvaldo José

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