sexta-feira, 5 de abril de 2019

CHORUME DE ATERRO SANITÁRIO VOLTA A PREOCUPAR MORADORES EM PUXINANÃ

O aterro sanitário em Puxinanã voltou à cena nesta quinta-feira (04/04).
Fotografias estão circulando nas redes sociais mostrando que o problema resurge com o chorume* que sai do aterro e vai parar num reservatório num sítio que fica ao lado causando um desastre ambiental.

O aterro sanitário (que muitos em Puxinanã chamam de lixão) sempre foi motivo de questionamento por parte dos puxinanaenses que nunca aceitaram o “equipamento” no município.

O assunto sempre foi debatido na câmara de vereadores e já  motivou protestos da população e dezenas de reportagens.
Os vereadores Didi da Farinha (presidente da câmara), Elias do Nascimento e Carlinhos da Samambaia gravaram um vídeo onde denunciam o descaso contínuo.
Didi chega a dizer que este é o maior desastre ambiental da história de Puxinanã.

Já o vereador Elias do Nascimento alerta para a situação crítica dos mananciais no entorno do aterro.
Todos podem ficar contaminados sem possibilidade de recuperação.
O vereador Carlinhos demonstrou sua indignação e também em virtude de o gado beber da água contaminada e transmitir doenças através do leite, além da carne.
O aterro fica localizado no sítio "Açudinho".

O principal reservatório do município, o "Açude da Milhã", que por hora agoniza com a falta de água, pode ficar completamente inutilizado por causa do chorume do aterro.
Em dezembro de 2013 a reportagem “O Lixão de Puxinanã” da TV Borborema/SBT foi premiada como a melhor reportagem do interior da Paraíba e a terceira do estado na 12ª edição do Prêmio AETC de Jornalismo, na categoria Telejornalismo.
O CHORUME
*Chorume é uma substância líquida resultante do processo de putrefação (apodrecimento) de matérias orgânicas.
Este líquido é muito encontrado em lixões e aterros sanitários.
É viscoso e possui um cheiro muito forte e desagradável (odor de coisa podre).
O processo de tratamento do chorume é muito importante para o meio ambiente. Caso não seja tratado, ele pode atingir lençóis freáticos, rios e córregos, levando a contaminação para estes recursos hídricos.
(Por www.renatodiniz.com)
Fotos: Bruno Agreste

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