terça-feira, 14 de maio de 2019

CENTENÁRIO DE ANTÔNIO VERÍSSIMO DE SOUZA (1919-2019)

14 de maio de 2019, data que marca o Centenário da maior figura histórica do município de Montadas, Antônio Veríssimo de Souza – o pai da independência.

Nascido há 100 anos, o político foi o maior símbolo na luta pela emancipação política de Montadas.
Tendo uma vida dedicada à construção da cidade, o auxílio aos mais necessitados e ao fortalecimento da democracia.
Filho de José Veríssimo de Souza e Maria José de Souza, nasceu no pé da ladeira da Bela de São Tomé de Alagoa Nova [Hoje S. S. de Lagoa de Roça], veio residir com a família na localidade montadense em 20 de janeiro de 1921, então com 20 meses de idade.
Na época o local pertencia ao município de Campina Grande através distrito de Paz de Pocinhos, posteriormente doado ao município de Esperança (1944).
Ficou órfão de mãe aos 9 anos de idade, tendo que aprender cedo os ócios do trabalho agrícola, fomentando os caminhos do sucesso através da paixão, dedicação e perseverança.
Dedicou grande parte de sua vida a agropecuária, se tornando depois inspetor administrativo de ensino do povoado de Montadas em 1943, e posteriormente subdelegado de polícia do distrito em 1948.
Nessa época tornou-se líder político da região e contribuindo para a construção da Escola Estadual Maria José de Souza. Em 1951, tornou-se vereador pelo município de Esperança pelo partido direitista UDN, e como parlamentar evitou que o território montadense fosse anexado por Pocinhos através da emancipação dessa última localidade.
Aguerrido por sua sigla partidária, foi reeleito em 1955, e foi peça fundamental na vitória de Joaquim Virgolino da Silva como prefeito de Esperança, visto que as urnas de Montadas foram as responsáveis pela virada no resultado.
Em 1959, foi eleito para o seu terceiro e último mandato como vereador pelo município de Esperança.
Durante todo o período como parlamentar esperancense, chegou a ocupar a cadeira de presidente da Câmara por duas vezes.
E, mais outra vez, impediu que Montadas fosse anexada a outra localidade, desta vez, por Areial em 1961.
Com o apoio do deputado estadual Chico Souto e do senhor Luiz Martins de Oliveira, conseguiu do governador Pedro Moreno Gondim a tão sonhada emancipação de Montadas em 14 de outubro de 1963.
Como candidato único, Antônio Veríssimo se tornou o 1º prefeito eleito da localidade (1964-1969), sendo responsável pela chegada da energia elétrica (1964), a construção do cemitério Público Santo Antônio (1966); a construção das escolas Manoel Avelino Gomes (1966) e Antônio Flor (1967); o calçamento da rua Manoel Cirino Lira (1967/1968) e a construção do reservatório de água, conhecido como Tanque do Governo. (1967/1968).
Tinha Montadas como um jardim, onde como jardineiro exercia uma quase que sacerdotal ao desenvolvimento de sua localidade, plantando, cuidando, regando e podando o seu jardim; dedicando-se ao seu canteiro todos os dias de sua vida.
Como uma região carente de basicamente tudo desde sua emancipação, Antônio Veríssimo teve que construir a cidade basicamente do zero, sendo a mesma um constante canteiro de obras.
Reeleito ao cargo de prefeito em 1972, mais uma vez, como candidato único, foi responsável pela construção das escolas municipais: Irmãos Veríssimo, Erasmo de Araújo Souza e Gedilânia Alves de Souza, que posteriormente foi anexada a anterior.
Tido como uma ‘baraúna’, devido a sua força e resistência política, era chamado pela população mais carente como o “pai dos pobres”.
Sempre ajudando os mais necessitados com remédios, roupas e alimentos, mesmo nos períodos que não se encontrava a frente da administração pública.
Chegando ao ponto de deixar faltar mantimentos em casa para dar aos mais carentes, mesmo que fosse a última moeda dos seus bolsos.
Em 1982, Antônio Veríssimo foi eleito prefeito de Montadas pela 3ª vez, com 60% dos votos.
Fazendo assim um mandato de seis anos (1983-1988).
O seu mais longo, produtivo e último como prefeito municipal. Nesse período construiu a Escola Maria Pereira de França (1983), e a Escola José Vicente de Araújo (1983); estendeu a iluminação pública e instalou a sede da Polícia Militar.
Posteriormente concluído o Módulo Esportivo (1984) e construiu a Escola José Paulino (1984).
Adquiriu 2,5 hectares de terras e doou a população para a construção de casas populares.
Também construiu a sede da Prefeitura (1985) e expandiu o sistema telefônico.
Em 1986 expandiu a eletricidade para diversas zonas rurais e ampliou a Escola Estadual Maria José de Souza, com mais quatro salas de aula, auditório e quadra esportiva (1987).
No último ano de sua administração construiu a Escola Manoel Sebastião do Nascimento e implantou na Escola Erasmo de Araújo Souza, o 2º grau (atual ensino médio).
Ao final de sua carreira política, Antônio Veríssimo de Souza foi vice-prefeito de Montadas (1993-1996) ao lado de seu filho José Arimateia Souza, como prefeito.
Chapa que saiu vitorioso com 75% dos votos.
Passados 100 anos desde o seu nascimento, as marcas que ele deixou para a história de seu povo foi um exemplo de amor e trabalho, tal como era o seu lema de gestão: "Trabalhando com amor".
Talvez a melhor forma que temos para podermos descrevê-lo, seja a de um sonhador apaixonado.
Ele seria em uma visão poética e dentro dos seus limites, a síntese dos pais fundadores dos Estados Unidos da América: com a atividade do George Washington; o espírito multifacetado do Thomas Jefferson; um apaixonado pelo avanço como Benjamin Franklin; e ao mesmo tempo, tendo a erudição regional e o temperamento difícil de John Adams.
Antônio Veríssimo merece todas as homenagens dos povos montadenses.
Sem suas ações Montadas jamais teria se tornado município e consequentemente não teria se expandido, ficando assim presa ao atraso da falta de desenvolvimento por carência de investimento através de recursos.
Por seus feitos e dedicação ele é considerado o patriarca da emancipação.
Montadenses, lutem por Montadas. Lutem pelo bem-estar e a continuidade do trabalho, para que assim a nossa bandeira tremule e dê beijo do cimo da Serra da Borborema.
Tenho dito!
Antonio Veríssimo de Souza.
(Por Tony Veríssimo)

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