quarta-feira, 30 de outubro de 2019

DELEGADO DA PARAÍBA DIZ QUE PMs DO RN DEVEM RESPONDER POR HOMICÍDIO DOLOSO

*“Não autorizei policial nosso ir à Paraíba”, diz comandante da PM/RN
O delegado Diógenes Fernandes, responsável pelo caso do confronto envolvendo polícias militares do Rio Grande do Norte e da Paraíba, ocorrido nesta terça-feira (29/10) no município de Tacima, afirmou que os agentes potiguares envolvidos devem ir a júri popular, além de responderem por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
Diógenes comanda a seccional de Solânea, que atende Tacima.
Em contato com a reportagem, o delegado disse que a população está “consternada” com o fato, que resultou em uma troca de tiros e na morte do policial paraibano, Edmo Tavares, de 37 anos, na zona rural do município do agreste paraibana.
Era um policial exemplar”, lamentou Diógenes.
ENTENDA O CASO
Três policiais militares do Rio Grande do Norte – um subtenente, um sargento e um cabo – irão responder a inquéritos criminais, na esfera civil e militar, pela morte do policial militar paraibano Edmo Tavares.
O PM da Paraíba morreu após uma troca de tiros no distrito de Cachoeirinha, em Tacima.
Segundo a PM do RN, as armas dos três policiais militares foram apreendidas pela Polícia Civil da Paraíba.
Após serem ouvidos em depoimento, eles foram liberados e retornaram a Nova Cruz, na região Agreste potiguar, onde são lotados.
Os três também foram afastados de suas atividades de policiamento e, enquanto durar as investigações devem ficar atuando apenas administrativamente.
Assessor de imprensa da PM do RN, o tenente-coronel Eduardo Franco revelou ao Agora RN que o subtenente, o sargento e o cabo relataram que foram à Paraíba dar cumprimento a um mandado de prisão contra um foragido da Justiça.
POSIÇÃO DA PM DO RN
Em declaração realizada durante a coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (30) o comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo, informou que não teve conhecimento da existência da operação nem autorizou que policiais militares potiguares fossem à Paraíba dar cumprimento a qualquer mandado de prisão.
Como eu não sabia, não autorizei nem comuniquei ao comandante-geral da PM da Paraíba que haveria uma operação lá. Se eu soubesse, teria entrado em contato, como sempre faço, e a ação teria sido realizada em conjunto, como sempre deve ser”, ressaltou Alarico durante coletiva de imprensa realizada nesta manhã.
(Por Agora RN)

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