sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

MORTE DE CRIS NAGÔ: “CRIME AINDA NÃO ESTÁ ESCLARECIDO”, DIZ DELEGADO

O delegado Cristiano Brito já ouviu quase vinte testemunhas sobre a morte da professora capoeirista Cristiane Soares, conhecida como “Cris Nagô”, executada com cinco disparos de pistola quando dava aula de capoeira no Parque Liberdade, em Campina Grande, sábado (1º de fevereiro).

Em entrevista concedida a Patrulha da Cidade/TV Borborema, nesta quinta (06/02), Cristiano Brito disse que não descarta nenhuma possibilidade.
"Quando ocorre um crime de grande repercussão, chegam muitas informações para a polícia e a partir de então, começam a circular informações diversas. E quando elas começam a circular (são várias informações), a gente às coloca sobre a mesa, e cabe a gente averiguar. Não descartamos nenhuma possibilidade, mas não existe nenhuma conclusão do crime”.
CRIME DE VINGANÇA OU PASSIONAL
"O inquérito não está finalizado ainda. Estamos no curso das investigações. Nos próximos dias estaremos afunilando tudo. Como eu disse: todas as possibilidades estão à mesa”.
Já foram ouvidas quase vinte testemunhas e a polícia ouvirá outras mais.
"A gente não tem um limite de testemunhas a serem ouvidas. Todas as testemunhas que a gente puder ouvir, ouviremos. E elas vão reforçar uma das linhas de investigação”.
DISQUE DENÚNCIA 197
"A gente tem recebido várias informações via 197. Algumas destoam de algumas linhas de investigação, mas a gente tem por obrigação averiguar. Toda informação que chega, a gente averígua para ver ser tem alguma compatibilidade com o que nós temos sobre o caso”.
IMAGENS DE CÂMERAS
"As equipes estão em diligências. Nós conseguimos algumas imagens, mas não estamos nos restringindo a apenas às imagens da via onde ocorreu o fato (onde se situa o Parque da Liberdade). Estamos em busca de imagens de todo o perímetro (de uma área mais abrangente). E com a comparação dessas imagens, a gente possa chegar ao autor do crime”.
Perguntado se realmente o executor não conhecia a vítima, já que testemunhas disseram que ele perguntou “quem era Cris”, Cristiano Brito respondeu: até o momento a gente não tem como afirmar isto, por que algumas testemunhas comentam uma coisa e outras já diferem. Por isso, quanto mais testemunhas a gente ouvir, mais imagens a gente obter, e mais diligências fizermos, a gente poderá afirmar realmente se esse autor conhecia a vítima ou não”.
(Por www.renatodiniz.com)

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