quarta-feira, 12 de junho de 2019

POLICIAIS MILITARES E CIVIS E A DENÚNCIA DO PLANTÃO EXTRA DA FOME

A difícil missão da polícia paraibana é prender todos os ladrões, traficantes, estupradores, homicidas, estelionatários entre outros que tem nas ruas.
Mas a sociedade, o “homem de bem”, quer paz, segurança e cadeias abarrotadas.

Se vai à uma festa de São João, por exemplo, quer ir com segurança e quando  voltar, quer segurança.
E a “sociedade” não quer nem saber se o policial é bem remunerado ou não.
Se ele tem hora extra ou não.
Ela quer o serviço feito.
No entanto tem aumentado consideravelmente, por parte dos policiais, o número de reclamações no que diz respeito a hora extra da polícia.
Uma hora extra do policial militar é “6,00 reais”.
Uma hora extra do policial civil é “5,60 reais”.
Segue abaixo três textos que retratam bem esta situação, segundo os denunciantes
“PLANTÃO DE FOME”: ASSOCIAÇÃO DE POLICIAIS CIVIS DIZ RECEBER MENOS QUE R$6 DA PM
Assim como policiais militares, que recebem R$ 6 por hora extra, os policiais civis da Paraíba estão reclamando de um valor muito baixo de adicional.
Segundo a Associação dos Policiais Civis de Carreira (Aspol), o valor pago está entre R$5,60 e R$5,70 por hora de trabalho.
Os valores estão ficando conhecidos, entre os policiais, como “extra de fome”.
Na semana passada, durante evento em Campina Grande, o governador João Azevedo (PSB) disse que o valor está dentro da média paga na região.
De acordo com o vice-presidente da Aspol, Frank Barbosa, os policiais estão sendo convocados compulsoriamente para o trabalho.
A Polícia Civil da Paraíba tem hoje o pior salário do país. Em função disso, o policial precisa sacrificar o seu dia de folga e aceitar o valor”, explicou em entrevista à Rádio Campina FM nesta quarta-feira (12/06).
Frank Barbosa ainda explicou de que maneira o governo estaria fazendo a conta, que segundo ele é injusta em relação ao trabalho desenvolvido.
O Governo pega o salário do policial e divide pelos trinta dias do mês, quando na verdade ele deveria dividir o valor do salário pela quantidade de horas trabalhadas pelo policial”, disse.
(Do Blog do Paulo Pessoa – www.blogdopp.com.br) 
CIDADES DA PARAIBA FICAM SEM PM COM RECUSA DE POLICIAIS POR 6 REAIS DE “EXTRA DE FOME
O pagamento de “6 reais” por hora extra para policiais militares de plantão está deixando alguns municípios sem policiais no Estado da Paraíba.
A denúncia foi feita à Rádio Campina FM nesta terça-feira (04) pelo deputado estadual Cabo Gilberto Silva, do PSL.
Segundo ele, há uma mobilização dentro dos quarteis para que os PMs não façam o plantão extra, criticamente chamado de “plantão da fome”.
Conforme o deputado, a recusa dos PMs já estaria causando impacto direto nas cidades de menor porte.
No último final de semana, estima-se que 35 municípios tenham ficado sem policiais.
Segundo o deputado estadual, o problema está sendo causado porque a Polícia Militar não tem efetivo suficiente para organizar as escalas de trabalho.
Por isso, os policiais estão sendo escalados em plantões extras e recebem o valor de “6 reais” por hora.
A decisão do governo é baseada em uma Lei que determina que os policiais podem trabalhar até 30 dias ininterruptamente.
O problema é que essa convocação aconteceria em casos fortuitos ou de força maior, ou seja, em ações provocadas pelo homem (rebeliões, por exemplo) ou como a tragédia registrada em Brumadinho (MG) este ano.
(A recusa) É um movimento praticamente unificado na Paraíba. Diga não ao ‘extra de fome’. É para valorizar não só o serviço extra. São poucos policias, é o pior salário do país, armamento inadequado. São muitos problemas e nossa movimentação é para mostrar nossa insatisfação com o governo do PSB”, disse o deputado.
Segundo ele o problema é antigo e passou de Ricardo Coutinho para João Azevedo.
Esses problemas têm nomes técnicos. Ricardo Coutinho só colocou 840 policiais em oito anos, quando em 2010 prometeu mais de cinco mil. Passou o tempo e ficou só na promessa”, lembrou.
(Do Blog do Paulo Pessoa – www.blogdopp.com.br)
VEREADOR DENUNCIA QUE PM E BOMBEIROS SÃO SUBMETIDOS A SERVIÇO EXTRA COM UM VALOR INSIGNIFICANTE
O vereador Sargento Neto voltou a criticar o governo estadual, que, de acordo com ele, há oito anos e meio massacra a categoria.
Um dos pontos atacados pelo vereador diz respeito a hora extra que é de “6 reais”.
Ele alertou que esse valor é insignificante e com certeza vai resultar em várias cidades do estado sem policiamento.
Muitos policiais estão abrindo mão dessa hora extra.
Neto parabenizou os PMs pela coragem de abrir mão deste serviço escravo a qual foram submetidos, devido ao baixo salário, atuando sem extra, sem segurança, sem estrutura.
Os nossos policiais militares, e demais homens que atuam nas forças da segurança pública não tem valorização, não tem estrutura para trabalhar, não contam com um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração”.
RISCO DE VIDA
Os policiais militares não têm o risco de vida e pra completar quando chega o momento em que mais precisam, são descartados depois de passar 30 anos de serviço e perda salarial é de 42%”.
“6 REAIS DE HORA EXTRA”
É um absurdo. O militar é dedicação exclusiva, sabemos disso, e hoje eles são obrigados pela questão do baixo salário de muitas vezes trabalhar até 30 dias ininterruptamente. A falta de efetivo é enorme e sem o extra não há segurança na Paraíba. Não podemos cruzar os braços para a situação do policial que já usa de forma complementar o extra para fazer de seu salário algo mais aceitável, é preciso chamar a atenção da sociedade para esta situação.”
(Por www.renatodiniz.com com informações do Blog do Fábio Brito)

Um comentário:

  1. minha opinião e deveria aumentar o salário desses guerreiros
    tudo que acontece de ruim vc so lembra de chamar a polícia eu nunca ouvi falar em alguém chamar a polícia para comer um churrasco

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