quarta-feira, 2 de maio de 2018

PRIMEIRO ÁLBUM SOLO DE ZÉ RAMALHO GANHA TRIBUTO QUE CELEBRA OS 40 ANOS DO DISCO


Lançado há 40 anos, o primeiro álbum solo de Zé Ramalho definiu a estética musical desse cantor, compositor e músico paraibano de voz cavernosa projetado na corrente migratória que deslocou emergentes artistas nordestinos para o eixo Rio-São Paulo ao longo da década de 1970 em busca de maior visibilidade.

Editado pelo selo Epic, da gravadora CBS, o álbum Zé Ramalho (1978) projetou em escala nacional o artista saudado com epítetos como Bob Dylan do sertão, reveladores do mix original de folk, rock, psicodelia e música nordestina que moldou o universo particular de Ramalho.
Com repertório autoral em que sobressaiu composições como Avohai e Chão de giz, músicas a partir de então obrigatórias nos shows de Ramalho, o disco de 1978 ganha tributo viabilizado com a colaboração de Marcelo Fróes – pesquisador musical que vem lançando pelo selo Discobertas gravações dos primórdios da carreira do cantor na Paraíba – na produção arquitetada pela editora Avohai com curadoria do próprio Zé Ramalho.
A intenção é celebrar os 40 anos do lançamento do influente álbum.
No tributo, ainda em processo de gravação, nomes da nova geração abordam músicas como Vila do sossego, Dança das borboletas – parceria de Ramalho com Alceu Valença – e Voa voa, acrescentando novos sabores ao banquete de signos místicos e filosóficos que compõem a obra autoral de Zé Ramalho.
(Por Mauro Ferreira, do G1 PB)

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