segunda-feira, 4 de novembro de 2019

CABO EDMO SE IDENTIFICOU COMO POLICIAL ANTES DE SER BALEADO, DIZEM TESTEMUNHAS

*Ministério Público cobra sindicância
Doze pessoas já foram ouvidas pelo delegado Diógenes Fernandes, seccional de Solânea, sobre a morte do cabo Edmo Tavares.

Conforme depoimentos, o policial paraibano não foi o primeiro a atirar no confronto e teria alertado por diversas vezes que era policial militar, porém os três PMs do Rio Grande do Norte continuaram efetuando disparos.
Edmo que estava a paisana e vendendo cestas básicas no distrito  Cachoeirinha, em Tacima, para não morrer, tentou fugir no carro, mas foi perseguido e baleado.
Na tarde da terça-feira (29/10) três policiais militares do Serviço de Inteligência do Rio Grande do Norte teriam vindo à Paraíba dar cumprimento a um mandado de prisão contra um foragido da Justiça, no entanto nem a polícia paraibana, nem polícia potiguar foram comunicadas dessa ação.
Lá ocorreu o confronto.
Os PMs teriam confundido o Cabo Edmo, segundo versões iniciais.
Edmo foi atingido com um disparo na perna, um no queixo e dois no tórax.
Os policiais do RN estavam usando jeans, balaclavas, coletes e um deles usava uma bermuda.
 MINISTÉRIO PÚBLICO COBRA SINDICÂNCIA
O Ministério Público do Rio Grande do Norte está cobrando da Corregedoria Geral da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Social do RN sindicância imediata para apurar a conduta dos três policiais militares (um subtenente, um sargento e um cabo – todos lotados no 8º BPM, em Nova Cruz) envolvidos na morte do policial.
A portaria que cobra a sindicância foi publicada na edição desta sexta-feira (1º de Novembro) do Diário Oficial do Estado.
Conforme o promotor Wendell Beetoven Ribeiro Agra, intuito é apurar “possível violação às normas que regulam o Sistema Estadual de Inteligência de Segurança Pública”.
Conforme informações do Agora RN (www.agorarn.com.br), o promotor requer do comandante-geral da PM do RN, coronel Alarico Azevedo, no prazo de até 10 dias, cópias de todos os documentos que dispuser sobre o evento, além de esclarecimentos se os policiais militares potiguares tinham ou não autorização para realizar operação de natureza policial em outro estado, fornecendo cópia da ordem de serviço, além da cópia do ato administrativo que disciplina o sistema de inteligência da PMRN.
O promotor ainda cobra ao delegado-geral de Polícia Civil da Paraíba, cópias digitalizadas dos documentos que já compõem o inquérito policial instaurado para apurar o crime de homicídio que vitimou o cabo Edmo.
(www.renatodiniz.com com informações do Tribuna do Norte e Agora RN)

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