quinta-feira, 16 de abril de 2020

BOLSONARO DEMITE MANDETTA DA SAÚDE; TEICH ASSUME A PASTA


Apesar do trabalho aprovado por 76% da população, de acordo com uma pesquisa do Instituto Datafolha, durante a crise do coravírus, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi demitido nesta quinta-feira (16/04) pelo presidente Jair Bolsonaro.

O próprio ministro confirmou a informação através do Twitter. "Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros", escreveu Mandetta. A exoneração ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.
Mandetta começou a incomodar Bolsonaro desde o início da epidemia do novo coronavírus no Brasil.
De acordo com interlocutores do Planalto, o presidente se incomodou com o fato de o chefe da pasta da Saúde estar "tomando seu protagonismo".
No entanto, o grande racha entre os dois aconteceu após Bolsonaro ignorar as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e clamar pela "volta à normalidade" em um pronunciamento oficial.
A gota d'água também teria sido a entrevista de Mandetta ao Fantástico no último domingo (12) em que defendeu uma "fala única" do governo.
Desde o início da crise, o presidente brasileiro defendia o fim do isolamento e argumenta que as consequências na economia por conta da paralisação seriam ainda mais graves que as da pandemia.
Por diversas vezes, o capitão da reserva fez questão de minimizar a doença, chamando a covid-19 de "gripezinha" e culpando a imprensa por uma suposta "histeria" em torno do tema.
A crise ainda agravou ainda mais a relação do governo com os governadores de Estado, em especial João Doria, de São Paulo, e Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, antigos aliados de Bolsonaro.
Entre alguns recuos, o presidente brasileiro acabou mantendo sua posição, indo na contramão do resto do mundo, incluindo de líderes de direita, como o norte-americano Donald Trump e o britânico Boris Johnson, que reconheceram os perigos da pandemia. Mandetta também chegou a recuar, criticando a imprensa e dizendo que alguns governadores estariam "exagerando" com os decretos de quarentena.
No entanto, acabou ficando do que chamou de "lado da ciência" e defendeu as quarentenas, irritando ainda mais Bolsonaro, que afirmava que governadores e prefeitos defendem o isolamento social para prejudicar e economia e, consequentemente, o governo federal.
Após uma série de conversas mais ríspidas, com o ministro inclusive colocando o cargo à disposição em uma discussão no último dia 3, o presidente se reuniu com aliados e determinou a queda de Mandetta, o que acabou não acontecendo naquela semana.
A maior pressão pela saída de Mandetta surgiu da chamada "ala ideológica" do governo, que tem como representantes os ministros Abraham Weintraub, da Educação, e Ernesto Araújo, das Releções Exteriores, além Carlos e Eduardo Bolsonaro, filhos do presidente.
O oncologista Nelson Teich, que se reuniu com Bolsonaro na manhã desta quinta-feira, deve ser o escolhido para assumir o cargo. 
Teich se reuniu com o presidente pela manhã, quando, segundo interlocutores do Planalto, causou boa impressão.
O médico foi consultor da área de saúde na campanha de Jair Bolsonaro, em 2018, e é fundador do Instituto COI, que realiza pesquisas sobre câncer.
Teich teve o apoio da classe médica e contou a seu favor a boa relação com empresários do setor da saúde.
O argumento pró-Teich no Ministério da Saúde é o de que ele trará dados para destravar debates "politizados" sobre a covid-19.
Em artigo publicado no dia 3 de abril em sua página no LinkedIn, o escolhido para a Saúde critica a discussão polarizada entre a saúde e a economia.
"Esse tipo de problema é desastroso porque trata estratégias complementares e sinérgicas como se fossem antagônicas. A situação foi conduzida de uma forma inadequada, como se tivéssemos que fazer escolhas entre pessoas e dinheiro, entre pacientes e empresas, entre o bem e o mal", afirma ele no texto.
(Terra)

6 comentários:

  1. Acabou de mostrar
    Que não quer o bem da população. ..e que quis ser presidente só por 4 anos
    Pois ele não sabe o quanto ele perdeu com essa demissão. ...
    Era pra pegar nele .esse vírus
    E nos empresários que tem como se sustentar...
    Só Vão se acordar quando morrer alguém da família deles
    Antes um deles
    Doque uma da minha....

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    1. MAIS UM PETISTA DEPENDENTE E TEMEROSO DE PERDER O AUXÍLIO DO FOME ZERO !

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  2. O Tribunal Internacional de Justiça, a Corte de Haia, há de punir essa besta por genocídio. A ele e as demais bestas que o seguem. O Brasil vai perder muitas vidas, por culpa dessa besta burra. Lixo humano. Ele e esses vermes analfabetos toscos que o idolatram. Escória.

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    1. MAIS UM PETISTA DEPENDENTE E TEMEROSO DE PERDER O AUXÍLIO DO FOME ZERO !

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  3. Dependente de auxílio fome zero é você, chorume da cagada de alguma infeliz. Analfabeto verme. Eu ganho e muito ... bem. Verme burro. Zé serve pra porra nenhuma.

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