Cinco pessoas da mesma família foram encontradas mortas na manhã desta quarta-feira (07/01) em uma residência no Bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais.
Um homem, de 42 anos, da mesma família foi
preso ainda nesta manhã pela Polícia Militar e confessou o crime.
As vítimas eram:
O pai dele, de 74 anos;
A madrasta, de 63 anos;
Duas irmãs, de 44 e 47 anos;
e o sobrinho dele, de 5 anos.
As vítimas apresentavam perfurações
provocadas por arma branca, segundo informações confirmadas pelo SAMU.
No local, a equipe encontrou três
mulheres, um homem e uma criança, um menino de 5 anos, todos já sem vida.
Em coletiva, a corporação detalhou a
sequência do crime, com horários, deslocamento a pé e ações dentro da
residência, todas reconstruídas com apoio de imagens de câmeras e da confissão
do suspeito.
Segundo a PM, o homem deixou a própria
casa por volta de 3h35 e caminhou até o imóvel da família, no Bairro Santa
Cecília.
Ao chegar, aguardou que uma das irmãs
saísse para trabalhar.
Nesse momento, ele a rendeu, forçou a
entrada dela no imóvel e iniciou os ataques contra os moradores.
As mortes ocorreram antes das 6h22,
horário em que o suspeito deixou a residência e retornou para casa.
Conforme o tenente-coronel da PM Flávio
Tafúri, "ele já atacou a primeira, depois atacou a segunda, agrediu,
matou a mãe [madrasta], foi no quarto, matou o pai de setenta e quatro anos,
subiu até na parte de cima da casa e também efetuou as facadas contra a criança
de cinco anos".
A dinâmica foi confirmada por registros de
câmeras espalhadas pelas redondezas, que permitiram à polícia mapear o trajeto
feito pelo homem antes e depois do crime.
O caso veio à tona por volta de 7h30,
quando um familiar encontrou os corpos ao sair para o trabalho e acionou a
polícia.
De acordo com a PM, ele foi localizado e
preso cerca de 20 minutos após o início da ocorrência pela corporação, no
apartamento onde mora, no Bairro Santa Terezinha.
A faca utilizada no crime foi apreendida.
Ao perceber a presença policial, o homem
se rendeu e confessou os assassinatos.
Ele limpava roupas de sangue no momento da
abordagem e apresentou versões contraditórias sobre a motivação, citando
dívidas, brigas e atritos familiares.
Ainda de acordo com a PM, familiares
contaram que o homem teria apresentado mudanças de humor e enfrentava um
transtorno nos últimos meses, no entanto, não há algum tipo de laudo médico que
confirme e qual seria.
“Segundo o relato dos irmãos, ele passava
por transtornos mentais, com mudanças de humor e episódios de surto psicótico”,
acrescentou o tenente-coronel Flávio Tafúri.
(Com iG e g1)

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