quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

MORRE O FOTÓGRAFO MARCELO MARCOS

A imprensa paraibana está de luto: morreu na noite desta terça-feira (06/01), de causas naturais, o fotógrafo Marcelo Marcos da Silva.

Funcionário público aposentado, Marcelo morava no Bairro Liberdade, em Campina Grande, e integrava a "velha guarda" dos profissionais de imprensa da cidade, com passagem por vários jornais, como Diário da Borborema, Jornal da Paraíba e A Palavra.
Marcelo marcou época no fotojornalismo de Campina.
Mas ficou mais conhecido ainda, não só na cidade, mas em todo o país, a partir do dia 6 de março de 1987, com a morte do advogado, poeta e ex-vice-governador eleito Raymundo Asfora, de quem era amigo particular.
Asfora foi encontrado morto na granja Uirapuru, de sua propriedade, localizada no Bairro Bodocongó.
Asfora morreu com um tiro na cabeça; a partir daí, gerou-se uma grande polêmica: suicídio ou homicídio?
Grandes legistas brasileiros divergiram sobre se o político teria sido assassinado ou se atentou contra a própria vida.
Com a tese de assassinato, Marcelo Marcos foi apontado como autor da morte, inclusive, chegou a ir a júri popular ao lado do caseiro João Costa e da viúva Gilvanete Vital de Negreiros.
Vinte e seis anos depois (2013), todos foram absolvidos por falta de provas.
E Marcelo finalmente tirou "o peso da consciência".
Marcelo era incapaz de matar uma mosca, mas carregou por toda a vida o sofrimento por ter sido apontado como autor da morte do tribuno, de quem era amigo muito próximo e com quem convivia praticamente todos os dias (e o dia todo). Inclusive, era frequentador assíduo da granja Uirapuru.
Até pouco tempo antes de morrer, Marcelo ia todo dia, com chuva ou com sol, visitar o túmulo de Raymundo Asfora no cemitério Nossa Senhora do Carmo (Monte Santo).
E fazia o percurso a partir de sua casa na Liberdade a pé.
Fazia também o caminho de volta caminhando.
(Por Bastos Farias - Da Paraíba)

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