sexta-feira, 22 de março de 2019

EMPRESÁRIO ROBERTO SANTIAGO É PRESO NA 3ª FASE DA XEQUE-MATE


O empresário Roberto Santiago foi preso na manhã desta sexta-feira (22/03), no bairro do Bessa, em João Pessoa, após ser deflagrada a terceira fase da Operação Xeque-Mate.

O empresário é acusado de fazer parte de um esquema de corrupção e fraudes de licitação no município de Cabedelo, Região Metropolitana da capital.
Roberto Santiago deve passar por exame de corpo de delito e ser encaminhado à sede da Polícia Federal, em Cabedelo.
A terceira fase da operação tem como intuito desarticular a vertente financeira de uma organização criminosa que foi objeto de medidas judiciais na primeira e segunda fase da Xeque-Mate. 
Os contratos fraudulentos investigados superam a quantia de R$ 42 milhões.
Aproximadamente 65 policiais federais participaram da operação, sendo realizados 11 mandados de busca e apreensão nas residências investigadas tanto no estado da Paraíba, quanto no Rio Grande do Norte, bem como um mandado de prisão preventiva que aconteceu contra o empresário pessoense.
Cerca de 20 imóveis avaliados em R$ 6 milhões foram sequestrados pela Justiça.
OPERAÇÃO XEQUE-MATE
A primeira fase da Operação Xeque-Mate foi deflagrada em abril de 2018 desarticulando um esquema de corrupção na administração pública de Cabedelo.
Um escândalo que envolveu os poderes Legislativo e Executivo da cidade e colocou na prisão o então prefeito Leto Viana, o vice-prefeito e outros cinco vereadores, entre eles, o presidente da Câmara Municipal.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, a organização criminosa surgiu a partir da compra do mandato do então prefeito Luceninha, motivada por dívidas da campanha eleitoral.
Desde então, a organização passou a praticar diversos crimes como desvio de recursos públicos através da indicação de servidores fantasmas; corrupção ativa e passiva; fraudes em licitações; lavagem de dinheiro; avaliações fraudulentas de imóveis públicos e recebimento de propina para aprovação ou rejeição de projetos legislativos. 
As investigações mostram que o pagamento da propina teria sido feito com a ajuda do empresário Roberto Santiago.
O processo da compra do mandato de Luceninha foi exposto pelo radialista Fabiano Gomes, que teria participado das negociações. 
O cargo teria sido negociado por mais de R$ 4 milhões.
Fabiano chegou a ser preso em agosto de 2018 por descumprir medidas cautelares e foi solto 1 mês depois.
A atuação da organização criminosa em Cabedelo causou um rombo de R$ 30 milhões aos cofres públicos e desorganizou a estrutura política da cidade que ficou sem prefeito.
O novo chefe do executivo, Victor Hugo, foi eleito no último domingo (17) por meio de uma eleição suplementar.
(Do OP9 PB)

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